Política
Cidadania afirmou que acompanha o caso e que colaborará com solicitações feitas pelas autoridades

Partido afasta Hélio Silva de funções internas após prisão por tráfico

A prisão do presidente da Câmara de Sumaré, Hélio Silva, provocou reação imediata dentro do Cidadania. A direção estadual da sigla anunciou a suspensão do vereador de todas as funções que ele exercia no partido enquanto avançam as investigações que resultaram em sua prisão temporária.

Hélio foi alvo da Operação Archimagus, desencadeada pela Ficco de Campinas, força integrada formada por diferentes órgãos de segurança. A ação investiga a atuação de um grupo suspeito de movimentar recursos para compra, armazenamento e distribuição de drogas.

O afastamento partidário foi comunicado após a repercussão da prisão. Em nota, o Cidadania afirmou que acompanha o caso e que colaborará com eventuais solicitações feitas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

A legenda também ressaltou que o vereador tem direito de apresentar sua defesa, mas afirmou que não compactua com práticas criminosas eventualmente atribuídas a integrantes do partido.

As apurações colocam Hélio entre os investigados por possível participação na estrutura financeira do grupo. Segundo elementos reunidos durante a investigação, ele seria chamado de “Mister M” por pessoas ligadas ao esquema.

Os investigadores procuram esclarecer, entre outros pontos, como era feita a movimentação de dinheiro utilizada pelo grupo e qual seria a participação de cada investigado.

Um dos pontos analisados envolve a circulação de valores em espécie. Registros obtidos durante a investigação mostram situações em que Hélio teria recebido sacolas contendo volumes semelhantes a dinheiro. A polícia também busca identificar a origem e o destino desses recursos.

A investigação alcançou ainda propriedades e empresas vinculadas aos suspeitos. Um imóvel localizado em Jacutinga, no Sul de Minas Gerais, entrou no radar dos investigadores por suspeita de ter sido utilizado como apoio para armazenamento de entorpecentes antes da distribuição na região de Sumaré.

A ofensiva policial cumpriu dois mandados de prisão temporária e dez ordens de busca e apreensão. As diligências foram realizadas em Sumaré, Campinas, Vinhedo e Jacutinga.

O gabinete ocupado por Hélio na Câmara de Sumaré também foi alvo dos agentes durante o cumprimento das determinações judiciais.

LEGISLATIVO ACOMPANHA

Depois da operação, a Câmara Municipal informou que acompanha os desdobramentos do caso e ressaltou que as suspeitas investigadas são atribuídas pessoalmente ao vereador.

Segundo o Legislativo, até o momento não há informação oficial que relacione as acusações às atividades administrativas da Câmara.

A Casa também destacou que Hélio possui defesa constituída e que os advogados responsáveis pelo caso estão reunindo informações para se manifestar sobre as acusações.

 

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