Hortolândia registra três dos quatro feminicídios da região durante 2026
Casos ocorridos entre janeiro e setembro mostram que Hortolândia reúne a maior parte das mortes violentas contra mulheres entre cidades da região; Sumaré contabiliza uma ocorrência no período, de acordo com levantamento feito
Hortolândia concentra três dos quatro casos de feminicídio
registrados em 2026 entre as cidades da área de cobertura do Tribuna Liberal.
Os crimes ocorreram entre março e setembro e tiveram como vítimas mulheres com
idades entre 27 e 54 anos. Sumaré contabiliza um caso no período, registrado em
janeiro.
O levantamento considera apenas as ocorrências já divulgadas
envolvendo as cidades e mostra que Hortolândia responde por 75% dos casos
identificados neste recorte na região.
O primeiro caso em Sumaré ocorreu no dia 22 de janeiro.
Yasmin Evely da Silva, de 25 anos, foi espancada e esfaqueada até a morte no
Jardim Nova Esperança I. O marido fugiu após o crime, mas foi localizado e
preso em Hortolândia. A investigação apontou ainda que ele monitorava a vítima
por meio de uma câmera instalada na residência.
Yasmin Evely da Silva foi assassinada aos 25 anos
Em Hortolândia, o primeiro feminicídio do ano foi registrado
em 14 de março. Julyene de Lima dos Santos, de 27 anos, foi morta a facadas na
Rua Guarujá, no Jardim Europa. O principal suspeito, o companheiro, foi
localizado dias depois e preso pela Guarda Municipal de Vinhedo.
Pouco mais de um mês depois, em 29 de abril, Carla Viviane da Silva, de 28 anos, morreu após ser atingida por um tiro dentro da própria casa, também em Hortolândia. O companheiro foi preso. Segundo a investigação, o casal discutia quando ele pegou uma arma para ameaçá-la.
A vítima deixou dois
filhos, de 7 e 9 anos. O caso mais recente ocorreu em 4 de setembro. Cleonice
Aparecida Pinheiro de Oliveira, de 54 anos, foi morta a facadas dentro de casa,
no Jardim Minda, em Hortolândia. O companheiro foi preso em flagrante por
feminicídio.
Cleonice Pinheiro foi morta aos 54 anos, em Hortolândia
Com a ocorrência de setembro, Hortolândia chegou a três
feminicídios em 2026, enquanto Sumaré permanece com um caso contabilizado no
mesmo período.
Os números reforçam a presença da violência doméstica e
familiar contra a mulher entre os crimes registrados ao longo do ano. Nos
quatro episódios, as investigações apontaram envolvimento de companheiros ou
maridos das vítimas.
A legislação brasileira classifica como feminicídio o
assassinato de uma mulher cometido por razões relacionadas à sua condição de
mulher, especialmente em situações de violência doméstica e familiar ou de
menosprezo e discriminação.
Em situações de violência ou ameaça, denúncias podem ser
feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher. Em casos de
emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Em todo ano
passado, foram oito feminicídios nas cidades da região.

Deixe um comentário