Simulado de emergência mobiliza Defesas Civis em barragem do Salto Grande, em Americana
A Prefeitura de Americana, por meio da Defesa Civil, participou na manhã desta quarta-feira (9) de um simulado de mesa e de evacuação do Plano de Emergência da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Americana, na região do Salto Grande. Promovido pela CPFL Renováveis, o exercício contou com a participação das Defesas Civis de Limeira, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa e Piracicaba, além de órgãos públicos e equipes de emergência.
O treinamento teve como objetivo promover a integração e o
alinhamento das equipes envolvidas em uma eventual situação de emergência na
barragem. Entre as atividades realizadas estiveram o acionamento das sirenes de
emergência pela CPFL, a verificação dos pontos de resgate, a checagem de rotas
de fuga alternativas e o alinhamento do tempo necessário para cada ação.
O coordenador da Defesa Civil de Americana, João Miletta,
destacou a importância do treinamento para o aprimoramento do trabalho das
equipes em caso emergencial. “É fundamental a integração de todos os órgãos de
apoio e suporte para que o trabalho tenha o resultado ideal numa situação de
emergência na barragem de Salto Grande. O exercício proporcionou o alinhamento
das ações”, disse Miletta.
A iniciativa integra os procedimentos previstos no Plano de
Ação de Emergência (PAE), estabelecido no âmbito da Política Nacional de
Segurança de Barragens, conforme a Lei nº 12.334/2010.
O gerente de Segurança de Barragem da CPFL, Arthur Mantese,
ressaltou a importância da medida preventiva. ”O simulado de emergência na
barragem de Salto Grande é uma ação preventiva e tem como objetivo salvar vidas
e preparar a comunidade para um eventual rompimento da barragem. Importante
destacar que a estrutura da barragem apresenta condições de segurança e o
simulado é necessário para reforçar as orientações junto às equipes”, afirmou
Arthur.
Após as atividades práticas, o coordenador do exercício de
simulado da CPFL, Henrique da Cunha Fernandes, fez uma explanação sobre o Plano
de Ação de Emergência e o fluxo de acionamento em um cenário de emergência. “O
PAE não é somente um documento. É todo um processo interativo. As equipes
envolvidas no trabalho receberam informações sobre a aferição do fluxo de
acionamento e puderam esclarecer dúvidas, numa simulação sobre como agir num
cenário verdadeiro de emergência na barragem e, desta maneira, conseguir
avaliar o resultado do exercício e buscar sempre o aprimoramento do Plano,
incorporando as melhorias junto ao processo como um todo”, disse Henrique.
De acordo com as medidas previstas no PAE, o acionamento do
comunicado de alerta ocorre conforme o nível do represamento.

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