Padrasto e mãe são presos após denúncia de agressões contra criança em Sumaré
Um homem de 35 anos e uma mulher de 33 foram presos nesta quinta-feira (16), em Sumaré, suspeitos de submeter a própria filha, de 3 anos, a um ciclo de estupro de vulnerável, violência doméstica e maus-tratos no bairro Jardim Monte Santo.
O caso ganhou força após a criança surgir com marcas de agressão na creche, o que levou à rápida atuação das autoridades e desencadeou na prisão do casal. Segundo as investigações, os suspeitos são padrasto e mãe da vítima. O homem também era procurado pela Justiça, após ter sido condenado a 19 anos de prisão por um crime anterior.
A denúncia teve início quando funcionárias de uma creche
acionaram a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), informando que a vítima
apresentava marcas de agressão ao comparecer na unidade de ensino, com
hematomas visíveis.
Após o relato, a menina foi encaminhada à Unidade de Pronto
Atendimento (UPA) Macarenko, onde recebeu cuidados médicos. A equipe de saúde
identificou lesões pelo corpo e alterações no órgão genital da criança, que
indicam possível violência física.
Diante das informações, policiais civis se dirigiram até a
residência dos suspeitos. Durante a abordagem, o padrasto tentou escapar, mas
foi contido pelos agentes, que precisaram utilizar força moderada.
O casal foi levado à Delegacia de Polícia, onde foi autuado
em flagrante. Em consulta aos registros policiais, foi confirmado que o homem
já possuía mandado de prisão em aberto.
O Conselho Tutelar acompanhou a ocorrência e informou que a
família já era conhecida pelos órgãos de proteção. No ano anterior, houve um
episódio em que a mãe tentou entregar um bebê a terceiros na cidade de Monte
Mor.
Além disso, em março deste ano, o órgão recebeu novas
denúncias relatando agressões frequentes contra a vítima, que, segundo apurado,
ocorreriam com a participação do padrasto e o consentimento da mãe.
Com base nos elementos reunidos, a autoridade policial
decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva. Os dois foram
encaminhados à Cadeia Pública de Sumaré.

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