Sumaré reforça alerta contra casos de leptospirose após período de enchente
Equipes da Saúde municipal percorreram bairros atingidos por alagamentos e orientaram moradores sobre prevenção, sintomas e cuidados durante a limpeza das casas; Secretaria afirma que a doença pode evoluir para quadros graves
A Prefeitura de Sumaré intensificou as ações de prevenção à
leptospirose nas regiões atingidas pelas recentes enchentes. Equipes da
Vigilância em Saúde visitaram moradores de diferentes bairros para orientar
sobre os riscos da doença, os principais sintomas e os cuidados necessários
durante a limpeza dos imóveis afetados pela água e pela lama.
A mobilização reuniu profissionais das Vigilâncias Sanitária, Epidemiológica e de Zoonoses. As equipes passaram pelos bairros Vila Diva, Três Pontes, Primavera, São Domingos e pela Rua Crenac, áreas afetadas pelos alagamentos registrados no município nos últimos dias. Além das orientações de saúde, os servidores também prestaram acolhimento às famílias atingidas.
A preocupação ocorre porque a leptospirose pode ser
transmitida pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina de animais
infectados, principalmente ratos. A bactéria pode entrar no organismo por
ferimentos e arranhões na pele, mas a contaminação também pode ocorrer após
exposição prolongada, mesmo quando não existem lesões aparentes.
“A prevenção começa com informação e cuidado. Nossas equipes
estão próximas das famílias que vivem nas áreas atingidas pelas enchentes, com
orientações importantes para reduzir os riscos de leptospirose e de outras
doenças”, afirmou a secretária adjunta de Saúde, Denise Barja.
Segundo ela, moradores devem evitar contato com a água e a
lama das enchentes e buscar atendimento médico caso apresentem algum sintoma
após terem sido expostos às áreas alagadas.
Os primeiros sinais da leptospirose aparecem, na maioria dos
casos, entre cinco e 14 dias depois do contato com a bactéria. Entretanto, o
período pode chegar a 30 dias.
Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça,
dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas e na região posterior das
pernas, além de vômitos, diarreia e icterícia, quando a pele e os olhos ficam
amarelados.
A Secretaria de Saúde alerta que a doença pode evoluir para
quadros graves. Quem teve contato com água ou lama de enchente deve informar
essa exposição ao profissional de saúde caso apresente sintomas.
LIMPEZA EXIGE PROTEÇÃO
Durante a limpeza das residências, a recomendação é utilizar
botas e luvas de borracha ou látex, além de roupas que cubram braços e pernas.
Caso esses materiais não estejam disponíveis, sacos plásticos bem amarrados
podem ser utilizados como proteção provisória para mãos, braços, pés e pernas.
Pisos, paredes, bancadas, utensílios e outros objetos que
tiveram contato com a enchente devem ser higienizados com uma solução à base de
água sanitária.
A orientação é misturar duas xícaras de hipoclorito de sódio em 10 litros de água filtrada ou previamente fervida. A solução deve permanecer em contato com a superfície por aproximadamente 30 minutos.
ALIMENTOS ATINGIDOS DEVEM SER DESCARTADOS
Outro cuidado importante envolve os alimentos. Produtos que
tiveram contato direto com água ou lama das enchentes devem ser descartados,
principalmente alimentos perecíveis e itens armazenados em embalagens de
papelão ou plástico.
Produtos industrializados armazenados em recipientes de
vidro ou alumínio podem ser aproveitados apenas quando estiverem completamente
lacrados, sem danos e após a higienização adequada da embalagem.
A orientação da Prefeitura é procurar uma unidade de Saúde
assim que surgirem sintomas compatíveis com leptospirose. O diagnóstico rápido
e o início do tratamento são considerados fundamentais para reduzir o risco de
complicações.

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