Sumaré mantém estado de alerta para dengue após novo Índice de Breteau
Área Cura e Picerno/João Paulo registraram os maiores índices na quarta avaliação larvária de 2026 e são consideradas as áreas de maior risco de proliferação do Aedes aegypti; município pede apoio dos moradores para combater a doença
A Secretaria Municipal de Saúde de Sumaré divulgou o resultado da quarta Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026, realizada em julho. O levantamento apontou Índice de Breteau (IB) de 1,9, classificação que mantém o município em estado de alerta para a dengue. Os maiores índices foram registrados nas regiões da Área Cura (3,80) e dos bairros Piceno/João Paulo (3,49), consideradas as áreas de maior risco para a proliferação do Aedes aegypti.
Durante a avaliação, as equipes do Controle de Arboviroses vistoriaram 7.084 imóveis. Desse total, 3.045 estavam fechados, o que limitou a inspeção completa dos possíveis criadouros. Entre os recipientes encontrados com larvas, os vasos de plantas com água acumulada apareceram como o principal foco de reprodução do mosquito. O resultado reforça a necessidade de manter ações preventivas ao longo de todo o ano e ampliar os cuidados dentro dos imóveis para reduzir os focos do vetor e evitar novos casos da doença.
Os agentes de endemias continuam as visitas domiciliares
para identificar e eliminar criadouros, além da busca ativa de casos suspeitos
e confirmados. Durante as inspeções, os agentes orientam os moradores sobre a
manutenção dos quintais, a eliminação de recipientes que acumulam água, a
aplicação de larvicida quando indicada, a nebulização conforme critérios
técnicos e o monitoramento permanente de pontos estratégicos e imóveis
especiais.
Ao longo desta semana, as equipes intensificaram o trabalho
com visitas domiciliares para inspeção, eliminação de criadouros e orientação
aos moradores dos bairros Campo Belo, seguindo até o Jardim São Domingos e
abrangendo o início de Nova Veneza até o Virgílio Viel. Na região do João Paulo
e do Picerno, os agentes concentraram as ações nos Pontos Estratégicos (PEs),
locais com maior potencial para a proliferação do mosquito.
A secretária adjunta de Saúde, Denise Barja, destaca que o
enfrentamento da dengue exige a participação da população. “O combate à dengue
depende do trabalho permanente das equipes de saúde, mas principalmente da
colaboração da população. A maior parte dos criadouros está dentro das
residências. Por isso, cada morador precisa dedicar alguns minutos por semana
para verificar quintais, calhas, ralos, vasos de plantas e qualquer recipiente
que possa acumular água. A eliminação desses focos é a forma mais eficaz de
impedir a reprodução do mosquito e proteger toda a comunidade”, afirma.
Em 2026, Sumaré contabiliza 1.225 notificações de dengue,
com 103 casos confirmados e nenhum óbito até o momento.

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