Saúde
Trabalhadores do HES cobram reajuste após hospital liderar ranking nacional

Funcionários do HES cobram reajuste salarial em Sumaré

Dois meses depois de o Hospital Estadual Sumaré (HES) ser eleito o melhor hospital público do Brasil, funcionários da unidade realizaram uma mobilização para cobrar valorização salarial e melhores condições financeiras para a categoria.

O ato ocorreu nesta quarta-feira (22), em frente ao hospital, e foi organizado pelo Sinsaúde Campinas. Os trabalhadores reivindicam a reposição da inflação de 4,42%, aumento real de 5% nos salários e melhorias nos benefícios oferecidos aos profissionais.

A escolha do HES como o melhor hospital público do país foi anunciada em 29 de maio de 2026, durante uma cerimônia promovida em Brasília. O levantamento analisou 5.279 hospitais que prestam atendimento pelo SUS e colocou a unidade de Sumaré na primeira posição nacional.

A avaliação levou em conta fatores como qualidade da assistência, eficiência na utilização dos recursos, segurança dos pacientes, estrutura, taxa de ocupação, presença de leitos de UTI, internações de alta complexidade e satisfação dos usuários.

Para o sindicato, o reconhecimento nacional evidencia a contribuição dos profissionais para os resultados alcançados pelo hospital e reforça a necessidade de uma proposta salarial considerada compatível com o trabalho realizado diariamente.

Segundo informações apresentadas durante a mobilização, a Funcamp, responsável pela gestão administrativa da unidade, teria oferecido um abono de R$ 500, dividido em duas parcelas de R$ 250. A reposição da inflação de 4,42% seria incorporada aos salários somente a partir de dezembro.

A oferta não agradou à categoria. Os representantes dos trabalhadores afirmam que as negociações da campanha salarial já se estendem por aproximadamente quatro meses, sem que tenha sido alcançado um acordo.

Durante o protesto, funcionários e representantes sindicais permaneceram na entrada da unidade para divulgar as reivindicações e chamar a atenção para a necessidade de valorização das equipes responsáveis pelo funcionamento do hospital.

O sindicato deverá convocar uma assembleia para que os profissionais analisem a proposta e decidam os próximos passos da mobilização. Caso as negociações não avancem, a possibilidade de greve não está descartada.

Uma eventual paralisação dependerá da aprovação dos trabalhadores e deverá respeitar as regras aplicadas aos serviços essenciais, garantindo a continuidade dos atendimentos indispensáveis à população. O HES dialoga com a categoria sobre o tema.

 


 

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