Polícia
Professor ministrava aulas em projeto esportivo da Prefeitura de Elias Fausto

Professor de jiu-jitsu é preso em Monte Mor após ser condenado por estupro

Um professor de jiu-jitsu de 51 anos, que ministrava aulas em um projeto esportivo mantido com recursos da Prefeitura de Elias Fausto, foi preso pela Polícia Militar na noite de sexta-feira (7), em Monte Mor. Ele era procurado pela Justiça após ser condenado a 18 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro de vulnerável.

A prisão aconteceu durante uma ação do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) no Jardim Capuavinha. Segundo a PM, os policiais realizavam patrulhamento pelo bairro quando abordaram um homem cujas características coincidiam com as de um procurado pela Justiça. Nada de ilegal foi encontrado durante a revista, mas a consulta ao sistema confirmou a existência do mandado de prisão expedido pela Justiça de Monte Mor.

O homem foi encaminhado ao Plantão Policial de Monte Mor. A ocorrência foi registrada como captura de procurado. No sábado (8), ele passou por audiência de custódia. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), não foram verificadas irregularidades no cumprimento da prisão e o homem continuou detido.

Em nota, a Prefeitura de Elias Fausto declarou que não tinha conhecimento de denúncias, investigações ou outros procedimentos envolvendo o professor antes da prisão. A administração municipal informou que os fatos são anteriores à atual gestão e que o processo judicial tramitava sob segredo de Justiça.

Segundo a prefeitura, nenhum comunicado oficial sobre a investigação ou sobre a conduta atribuída ao profissional havia sido encaminhado à atual administração. O município afirmou que tomou conhecimento da situação somente após a prisão e a divulgação do caso.

A Prefeitura de Elias Fausto também informou que está à disposição das autoridades para fornecer os esclarecimentos necessários e colaborar com o andamento das apurações. A administração ressaltou ainda que respeita as decisões judiciais e o trabalho dos órgãos responsáveis pelo caso.

Em seu posicionamento, o município afirmou que não compactua com qualquer forma de abuso ou violência, principalmente quando envolve crianças e adolescentes.

 


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