Economia
Novo Proemph passa a avaliar investimentos, empregos e retorno social das empresas

Gestão Zezé Gomes muda regras para atrair novas empresas em Hortolândia

Nova legislação cria sistema de pontuação para concessão de incentivos fiscais, prioriza geração de empregos, aumento do Valor Adicionado e contrapartidas sociais para a população; mudança vincula resultados gerados ao município

O governo Zezé Gomes regulamentou o novo Proemph (Programa de Incentivo Empresarial de Hortolândia), estabelecendo novos critérios para a concessão de benefícios fiscais a empresas interessadas em investir no município. O decreto que regulamenta a legislação foi publicado no Diário Oficial Eletrônico e substitui as regras do programa instituído em 2023.

A principal mudança é que a concessão dos incentivos passa a depender de uma análise mais ampla do impacto econômico e social de cada empreendimento. As empresas interessadas deverão apresentar um projeto detalhado, com informações sobre o volume de investimento, cronograma físico-financeiro, previsão de geração de empregos, faturamento estimado, geração de Valor Adicionado, regularidade fiscal e jurídica, atividades econômicas desenvolvidas e contrapartidas oferecidas ao município.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Inovação, Gerson Ferreira, a mudança busca vincular os incentivos concedidos pelo município aos resultados efetivamente gerados para Hortolândia. “Com isso, a atração de empresas passa a estar diretamente relacionada à geração de empregos formais no município”, afirma.

O novo modelo estabelece uma Matriz de Avaliação com pontuação máxima de 100 pontos. O volume de investimento, a geração de empregos e o Valor Adicionado poderão render até 20 pontos cada. Outros 10 pontos serão destinados individualmente aos critérios de setor estratégico, inovação, sustentabilidade e contrapartidas.

Na geração de empregos, empresas que projetarem até 20 vagas receberão cinco pontos. Projetos com geração entre 21 e 50 postos de trabalho terão dez pontos, enquanto aqueles que criarem entre 51 e 150 empregos receberão 15 pontos. Empreendimentos com previsão superior a 150 novas vagas poderão atingir a pontuação máxima de 20 pontos nesse critério.

A nova legislação também define setores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico da cidade. Entre eles estão indústria de transformação, armazenagem e atividades auxiliares de transporte, tecnologia da informação, pesquisa e desenvolvimento, formação profissional, inovação e serviços tecnológicos.

Também ganharão importância projetos capazes de diversificar a matriz econômica de Hortolândia, incorporar inovação tecnológica, adotar práticas de sustentabilidade e fortalecer a integração com a cadeia produtiva local.

O município ainda levará em consideração o potencial de geração de tributação sobre o consumo diante das mudanças previstas pela Reforma Tributária. “Com o novo Proemph, Hortolândia passa a orientar sua política de atração de investimentos para setores capazes de gerar mais emprego, inovação e valor agregado”, afirma Ferreira.

Outro ponto central da regulamentação envolve as contrapartidas oferecidas pelas empresas beneficiadas. A legislação estabelece que o retorno mínimo para o município deverá corresponder a 200% do valor dos incentivos fiscais projetados e efetivamente utilizados.

Projetos que apresentarem contrapartida equivalente a 200% receberão cinco pontos nesse quesito. Aqueles com retorno entre 200,01% e 300% poderão obter sete pontos, enquanto propostas superiores a 300% receberão a pontuação máxima de dez pontos.

Segundo a Prefeitura, essas contrapartidas poderão ser direcionadas para áreas como Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Turismo e Esportes. “A contrapartida mínima é de 200% do valor dos incentivos fiscais projetados e usufruídos. Mas o projeto pode pontuar mais se ultrapassar esse mínimo. Portanto, quanto maior a contrapartida social, maior a pontuação”, explica o secretário.

Ferreira acrescenta que a mudança busca transformar os benefícios fiscais em instrumentos diretamente relacionados aos investimentos realizados e aos resultados para a cidade. “Assim, com o novo Proemph, Hortolândia estabelece que incentivo fiscal também significa compromisso social”, destaca.

SELEÇÃO DE PROJETOS

Com a regulamentação, a administração municipal pretende tornar mais objetiva a seleção dos projetos que poderão receber benefícios. “Agora temos critérios objetivos para avaliar investimentos, priorizando geração de empregos, aumento do Valor Adicionado, inovação, sustentabilidade e contrapartidas para a população. Queremos que cada incentivo concedido represente mais investimentos, oportunidades e desenvolvimento para o povo de Hortolândia, seguindo a orientação do prefeito Zezé Gomes, cujo lema é cuidar das pessoas”, conclui Gerson Ferreira.

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