Americana deflagra mutirão de visitas para retirada de criadouros da dengue
Trabalho é conduzido pelos agentes locais do Programa de Controle da Dengue e recebe apoio de um caminhão para recolhimento de materiais; sistema de geomonitoramento é usado e IA auxilia no mapeamento de casos em tempo real
A Secretaria de Saúde de Americana iniciou o mutirão de
visitas e retirada de criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes
aegypti. A ação é realizada pelos agentes de controle do PMCD (Programa
Municipal de Controle da Dengue), com o apoio de um caminhão cedido pela
Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano. Os trabalhos começaram pela
Cidade Jardim, região que registrou o maior número de casos da doença no ano
passado.
No mutirão, as equipes removem materiais que não estejam
sendo usados e que possam servir de criadouros do mosquito, como latas,
garrafas, pneus, lonas, tambores, entre outros. A prefeitura pede para que não
sejam colocados materiais nas calçadas. Os criadouros são identificados pelos
agentes, e os materiais são recolhidos com a autorização dos moradores, que
também recebem orientações sobre o combate ao mosquito.
O mutirão agora
seguirá para a região do Antônio Zanaga. Em 2025, a ação percorreu mais de 53
mil imóveis e removeu 9,2 toneladas de materiais.
“O mutirão é uma ação
estratégica dentro do nosso planejamento para reduzir o risco de proliferação
do mosquito, especialmente em regiões que historicamente apresentam maior
incidência de casos. Ao eliminar criadouros potenciais, atuamos de forma
preventiva e antecipada, evitando que o problema avance. Esse trabalho
integrado reforça o compromisso do município com a proteção da população”,
destaca o secretário de Saúde, Danilo Carvalho Oliveira.
Além do mutirão, o combate à dengue em Americana é realizado
em diversas outras frentes. As visitas casa a casa, com orientações aos
moradores e vistorias em quintais, estão em andamento desde o início do ano e
já somam 12.922 imóveis visitados. Já as ações de Avaliação de Densidade
Larvária (ADL), que permitem quantificar a infestação do mosquito e identificar
áreas de maior risco, abrangeram 3.930 imóveis. As atividades também incluem
vistorias em pontos estratégicos e imóveis especiais, além de ações educativas
em eventos, praças, instituições e unidades de saúde.
Além disso, a conscientização sobre a doença está sendo intensificada por meio de uma campanha nas ruas, nos veículos de comunicação e nos canais digitais. As atividades incluem ainda a reativação do sistema de geomonitoramento desenvolvido pela Saúde, que utiliza inteligência artificial (IA) para auxiliar no acompanhamento e mapeamento dos casos em tempo real, além de reuniões periódicas do grupo condutor para o enfrentamento às arboviroses, composto por profissionais de diversos setores para alinhamento das ações.
De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, até a
última quinta-feira (29), Americana registrou 11 casos confirmados de dengue em
2026. Mesmo com a redução nos números – em janeiro do ano passado, foram 723
casos confirmados –, as ações de prevenção e combate ao mosquito seguem
intensificadas em toda a cidade.
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