Saúde
Dados da Funcamp destacam papel da presença feminina em áreas estratégicas do HES

HES concentra 85% de mulheres em seu quadro; Funcamp cita liderança

Hospital Estadual Sumaré registra grande maioria de mulheres entre profissionais da unidade e gestora afirma que os números superam com folga a média do mercado nacional por meio das políticas afirmativas de equidade e inclusão

O Hospital Estadual Sumaré (HES) concentra 85% de mulheres em seu quadro de profissionais, segundo levantamento da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp), responsável pela administração da unidade. O dado foi apresentado pela fundação durante o mês da mulher e aparece como um dos principais indicadores usados pela instituição para destacar a presença feminina na área da saúde.

De acordo com a Funcamp, o percentual registrado no HES está acima da média observada em outros setores do mercado de trabalho e se soma a outros números internos que reforçam o peso da participação feminina na estrutura da fundação. Hoje, segundo a entidade, as mulheres representam cerca de 75% do quadro total de profissionais da instituição e ocupam 65% dos cargos de liderança.

A coordenadora executiva da Funcamp, Giovana Regina Nascimento Emiliano, afirmou que a presença feminina na fundação está ligada a uma política institucional voltada à inclusão e à equidade. “Mais do que números, a Funcamp se baseia na ética, no respeito e na promoção da diversidade. Mantemos políticas afirmativas que fortalecem um ambiente organizacional pautado pela inclusão e pela equidade”, declarou.

No Hospital Estadual Sumaré, a coordenadora de RH, Tais Regiane Lopes Simões, também associou os indicadores a uma cultura organizacional que busca combater desigualdades e ampliar a participação feminina em áreas estratégicas.

Segundo ela, a presença de mulheres em posições de decisão e gestão pode contribuir para ambientes mais colaborativos e com diferentes perspectivas. “A presença feminina em áreas estratégicas tende a criar ambientes mais colaborativos, além de trazer novas perspectivas. É como se cada voz feminina acrescentasse uma peça única ao quebra-cabeça”, afirmou.

Os dados foram divulgados em um contexto de debate mais amplo sobre a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. A Funcamp citou estudo da consultoria global Grant Thornton, segundo o qual as mulheres ocupam apenas 37% dos cargos de liderança no Brasil. Nesse cenário, a fundação sustenta que seus percentuais internos destoam positivamente da média nacional.

A instituição também menciona pesquisas que associam a liderança feminina a melhores resultados em empresas e organizações. Entre os levantamentos citados estão estudo da McKinsey & Company, que aponta crescimento 21% superior em empresas lideradas por mulheres em comparação com organizações comandadas apenas por homens, e dados de mercado que indicam desempenho mais elevado em negócios administrados por mulheres.

Como reflexo dessa política institucional, a Funcamp informa ter recebido, em 2025, o selo “Empresa Amiga da Mulher”, concedido pela Prefeitura de Campinas. A certificação reconhece organizações que adotam medidas de combate à discriminação e à violência, além de ações voltadas à valorização do trabalho feminino e à promoção da dignidade no ambiente profissional.

A Funcamp foi criada para atuar como eixo de apoio estratégico à Unicamp e hoje reúne mais de 4 mil profissionais, com atuação em cidades da região, inclusive Sumaré e Limeira. Além da gestão do Hospital Estadual Sumaré, a fundação participa da administração de convênios e projetos ligados às áreas de saúde, educação, inovação e tecnologia.


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