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Polícia investiga suposta participação de terceira pessoa na execução da jovem Nicolly Pogere, de 15 anos

Novo inquérito apura suposta participação de terceira pessoa em assassinato de adolescente em Hortolândia

A Polícia Civil abriu um novo inquérito para investigar possíveis desdobramentos no assassinato de Nicolly Fernanda Pogere, de 15 anos, em julho de 2025, em Hortolândia. A reabertura da apuração ocorre após a entrega de áudios que levantam dúvidas sobre a dinâmica do crime, especialmente em relação à autoria do esquartejamento do corpo da vítima. Uma terceira pessoa supostamente pode ter envolvimento na execução da jovem.

De acordo com as autoridades, os materiais encaminhados à investigação contêm supostas conversas entre familiares dos envolvidos e indicam a possível participação de uma terceira pessoa no crime. O conteúdo sugere que o esquartejamento pode não ter sido cometido pelo então namorado da adolescente, como inicialmente apontado.

No curso das investigações originais, dois adolescentes confessaram envolvimento no caso: um jovem de 17 anos, que mantinha relacionamento com Nicolly, e uma adolescente de 14 anos, também ligada a ele. À época, ambos alegaram que a vítima teria iniciado uma agressão com faca, versão que foi contestada pela Polícia Civil.

Segundo o delegado responsável pelo caso, José Regino Melo Lages Filho, os indícios reunidos apontam que Nicolly foi atraída até a residência do namorado, onde o crime teria ocorrido. A polícia classificou o assassinato como um “ato de extrema violência”, destacando a brutalidade das agressões sofridas pela vítima.

Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que recebeu os áudios e demais informações, que agora passam por análise técnica. O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Hortolândia.

O corpo da adolescente foi localizado às margens de uma lagoa no Jardim Amanda I. Nicolly havia sido esfaqueada e esquartejada, em um crime que causou forte comoção. O sepultamento ocorreu na cidade de Mococa, onde a jovem residia com a família, sob protestos e manifestações de indignação.

Os dois adolescentes investigados foram encontrados no dia 20 de julho de 2025, na casa de familiares no estado do Paraná, após deixarem a cidade onde o crime aconteceu.Com a nova linha investigativa, a Polícia Civil busca esclarecer todos os detalhes do caso e identificar eventuais outros envolvidos na morte da jovem. A polícia apura ainda se a morte da jovem foi transmitida ao vivo pela internet.

 

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