Política
Sabesp foi notificada a apresentar laudos técnicos; prefeitura não descarta ações judiciais contra empresa

Prefeitura de Hortolândia cria comitê e monitora água durante crise da Sabesp

Medida surge com queixas de odor e sabor desagradável no recurso hídrico que sai das torneiras das residências e tem objetivo de garantir saúde e responsabilização da concessionária; município cobra isenção de tarifa e compensação

A Prefeitura de Hortolândia instituiu um comitê emergencial para acompanhar e fiscalizar o fornecimento de água no município, após uma série de reclamações sobre odor e gosto no recurso distribuído pela Sabesp. A medida foi oficializada por decreto do prefeito Zezé Gomes (Republicanos) e tem como foco garantir a qualidade da água e a proteção da saúde da população. O abastecimento de responsabilidade da Sabesp está em crise desde a semana passada com reclamações em massa de moradores, indignados com a falta de qualidade da água.

O comitê reúne o prefeito Zezé Gomes, o vice-prefeito Cafu César (PSB) e secretários de áreas estratégicas, além de técnicos da Vigilância Sanitária. A missão é monitorar a atuação da Sabesp, identificar causas do problema e acompanhar as soluções adotadas pela concessionária.

Entre as principais medidas propostas está o pedido de isenção da conta de água referente ao período afetado, além da exigência de um plano de contingência para evitar novos episódios. A administração também notificou a empresa para apresentar laudos técnicos detalhados e esclarecer a origem das alterações no abastecimento.

Outra ação definida é a contratação de análises independentes para validar a qualidade da água, além do acompanhamento direto de técnicos municipais nas estações de tratamento. A prefeitura também determinou o monitoramento das caixas d’água em escolas e unidades de saúde.

O prefeito reforçou a cobrança por compensação financeira aos moradores, destacando que o serviço não foi prestado com a qualidade esperada. Segundo ele, a população teve prejuízos ao precisar adquirir água para consumo durante o período de instabilidade.

PROBLEMA PERSISTE

Nas redes sociais, moradores afirmam que o problema ainda persiste em algumas casas. Osvaldo Gonçalves relatou que “por aqui a água continua fétida”. José Franco afirmou que passou mais de uma semana com dor no estômago e que, após começar a comprar água, o desconforto teria cessado. “Passei mais de uma semana com dor no estômago, passei a comprar água e acabou a dor no estômago”, disse. Vanessa Furtado também reclamou da situação: “A água na minha casa está podre”, afirmou.

A Sabesp informou que o problema foi causado por compostos naturais no manancial, agravados pelo baixo nível do Rio Jaguari, e que já foi solucionado com o uso de carvão ativado no tratamento. A empresa afirma que a água segue própria para consumo e que continua monitorando o sistema.

Mesmo com a explicação, o município mantém as medidas de controle e não descarta ações administrativas e judiciais para garantir a regularização completa do serviço e o ressarcimento à população.


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