Ponte da Integração deve ser concluída até fim do ano em Paulínia, diz gestão
Secretário municipal de Obras presta esclarecimento ao Legislativo sobre importante projeto para mobilidade urbana; atrasos na intervenção que ligará vários bairros da cidade estão relacionados a licenciamento ambiental e patrimônio
O secretário de Obras e Serviços Públicos de Paulínia, Alexandre Moratore, prestou esclarecimentos ao Legislativo sobre o andamento da chamada Ponte da Integração, obra considerada estratégica para a mobilidade urbana do município. Segundo Moratore, a Ponte da Integração pertence a um complexo viário estimado em R$ 289 milhões.
A reunião foi solicitada pela Comissão de Obras, Habitação, Urbanismo, Mobilidade Urbana, Trânsito, Serviços e Servidores Públicos Municipais, presidida pelo vereador Fábio da Van e composta pelos parlamentares Carlos Kuka e José Soares. Durante o encontro, vereadores apresentaram ao secretário uma série de questionamentos encaminhados pela população e também fizeram perguntas diretamente sobre o andamento da obra.
A estrutura terá cerca de 350 metros de extensão e fará a travessia do Rio Atibaia, com a proposta de redistribuir o fluxo de veículos entre diferentes regiões da cidade, conectando bairros como Fortaleza, São José e Cascata.
O cronograma inicial previa execução entre julho de 2023 e julho de 2025, mas a obra sofreu atrasos. Entre os fatores apontados estão a necessidade de fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e questionamentos relacionados ao licenciamento ambiental. Um novo prazo já foi solicitado, com previsão de conclusão até o final de 2026.
Os vereadores questionaram a informação publicada no Portal da Transparência indicando que 86% da obra estaria concluída. De acordo com o secretário, o índice considera a aquisição antecipada de materiais estruturais — como cordoalhas, ferro e aço — utilizados na base da ponte, o que eleva o percentual financeiro antes da percepção física da construção.
Moratore também explicou que a ponte não pôde ser construída à margem do rio, como a estrutura anterior, devido à existência de Área de Preservação Permanente (APP). A condição exigiu soluções técnicas mais complexas para viabilizar o projeto.
O secretário afirmou que permanece à disposição do Legislativo para prestar novos esclarecimentos e acompanhar o andamento da obra, considerada uma das principais intervenções de mobilidade urbana em Paulínia.

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