Política
Plano pretende mapear déficit habitacional e prevê alternativas; escola recebe discussões e análises

Paulínia inicia oficinas públicas para traçar Plano Municipal de Habitação

Encontros têm objetivo de identificar demandas e propor soluções para moradia ouvindo a população sobre necessidades habitacionais em diferentes regiões da cidade; primeira oficina acontece em escola do bairro São José, no dia 9 de março

A Prefeitura de Paulínia dará início, neste mês de março, às oficinas públicas que vão contribuir para a elaboração do Plano Municipal de Habitação, instrumento que irá orientar as políticas habitacionais da cidade nos próximos anos. A proposta é envolver diretamente a população no processo de planejamento, permitindo que moradores apontem demandas, apresentem sugestões e participem da construção de soluções voltadas ao acesso à moradia.

Ao todo, serão realizadas quatro oficinas em diferentes regiões do município. Os encontros têm como objetivo discutir os principais desafios relacionados à habitação, identificar necessidades da população e reunir contribuições que servirão de base para os estudos técnicos que irão compor o plano.

A primeira reunião está marcada para o dia 9 de março, às 18h, na Escola Municipal Professora Elvira, localizada no bairro São José. Durante o encontro, os moradores poderão apresentar propostas e compartilhar experiências relacionadas à realidade habitacional da cidade.

De acordo com o secretário municipal de Habitação, Marcelo Mello, a participação popular é fundamental para garantir que o plano reflita as necessidades reais da população. “Esse é um momento importante de escuta da comunidade. A participação dos moradores ajuda a construir um planejamento mais eficaz, que servirá de guia para a implantação de moradias populares e outras políticas habitacionais no município”, destacou.

As próximas oficinas estão programadas para ocorrer nos bairros Bom Retiro, Betel e Jardim Ouro Negro ao longo das próximas semanas. A intenção é ampliar o alcance das discussões e garantir que diferentes regiões da cidade possam contribuir com o processo.

Para a elaboração do Plano Municipal de Habitação, a prefeitura contratou em fevereiro a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). O contrato prevê investimento de R$ 1.595.200,00 e prazo de execução de seis meses para a conclusão do estudo.

O trabalho prevê a realização de um diagnóstico técnico e social detalhado sobre a situação habitacional do município, incluindo a identificação do déficit de moradias e a definição de estratégias para ampliar o acesso à habitação. Segundo os técnicos envolvidos no projeto, o plano não se limita à construção de novas unidades, mas também considera alternativas como financiamento habitacional, regularização fundiária e requalificação de imóveis existentes.

Além de orientar políticas públicas locais, o Plano Municipal de Habitação também deverá facilitar o acesso do município a recursos estaduais e federais destinados à habitação de interesse social.

A elaboração do plano ocorre em um momento de expansão urbana em Paulínia, que celebrou 62 anos com uma série de obras e projetos voltados à infraestrutura e ao desenvolvimento da cidade. Dentro desse contexto, o planejamento habitacional passa a integrar o conjunto de iniciativas estratégicas para garantir crescimento organizado e melhoria da qualidade de vida.

Nos últimos anos, a administração municipal também tem direcionado recursos para programas habitacionais. Em 2025, por exemplo, o Plano Anual de Contratações já previa cerca de R$ 68 milhões para a construção de aproximadamente 400 moradias populares, com apoio de recursos federais e estaduais.

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