Política
Medida incentiva práticas inclusivas no comércio, restaurantes, academias, clínicas e bancos

Paulínia cria ‘Guia Acessível’ e apoia atendimento inclusivo no comércio

Ação aumenta inclusão e acessibilidade em estabelecimentos comerciais e de serviços e prevê capacitação de equipes para atendimento humanizado a pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e quem necessita de assistência

Paulínia passa a contar com uma nova política pública voltada à inclusão. É que a lei 4.684/2026 que institui o Programa Municipal “Guia Acessível” foi sancionada pelo prefeito Danilo Barros (PL). A medida busca incentivar estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços a adotarem práticas de atendimento acessível e inclusivo pela cidade.

O projeto que deu origem à legislação é de autoria do vereador Fabio Valadão e foi aprovado pela Câmara Municipal. A proposta tem como foco melhorar a experiência de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e outros cidadãos que necessitam de atendimento assistido ao circularem pelo município.

Entre os principais objetivos do programa estão incentivar o comércio local a adotar práticas inclusivas, promover capacitação básica em acessibilidade e comunicação assistiva, além de identificar estabelecimentos comprometidos com a causa por meio do Selo Guia Acessível – Paulínia. A intenção é também fortalecer a imagem do município como referência em boas práticas de inclusão no setor privado.

Poderão participar do programa estabelecimentos de diferentes segmentos, como comércios de todos os portes, restaurantes, lanchonetes, bares, academias, salões de beleza, clínicas, supermercados, atacarejos, centros comerciais, bancos e prestadores de serviços em geral. A adesão será voluntária.

Para receber o selo de reconhecimento, os participantes deverão cumprir alguns requisitos, como participar de capacitação oferecida ou validada pelo município, garantir atendimento prioritário para pessoas com deficiência, idosos e gestantes, manter circulação interna adequada e sinalizar rampas e acessos. Também será exigido atendimento humanizado e o cumprimento das normas de acessibilidade previstas na legislação federal e municipal.

A formação destinada aos estabelecimentos incluirá conteúdos sobre atendimento humanizado a pessoas com deficiência, comunicação inclusiva, introdução à Língua Brasileira de Sinais (Libras), orientações para auxiliar cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, além do uso de pictogramas e outros recursos acessíveis.

Desta maneira, a administração municipal pretende ampliar a autonomia e a segurança das pessoas com deficiência na circulação pelos espaços urbanos, além de estimular uma cultura de inclusão no comércio e nos serviços da cidade.

 


Deixe um comentário