Munições são encontradas dentro de sala do CDP de Americana; polícia abre investigação
O 2º Distrito Policial de Americana instaurou investigação para apurar o encontro de munições de arma de fogo dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Americana. O fato veio à tona após uma ocorrência registrada na última sexta-feira (13) e motivou uma inspeção na unidade prisional realizada nesta quinta-feira (19).
De acordo com informações repassadas ao Sindicato dos
Policiais Penais do Estado de São Paulo, o material foi localizado em uma sala
destinada ao armazenamento de objetos pertencentes aos detentos. No local, foi
encontrado um coldre contendo aproximadamente 20 munições de diferentes
calibres, entre eles .38 e .22.
Após tomar conhecimento do caso, o sindicato comunicou
imediatamente a direção da unidade prisional para que as providências cabíveis
fossem adotadas. A ocorrência gerou preocupação entre servidores do sistema
penitenciário.
Segundo o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São
Paulo, a revista realizada nesta quinta-feira transcorreu dentro da normalidade
e não houve registro de feridos ou qualquer tipo de tumulto durante a ação.
O presidente do sindicato, Antonio Pereira Gomes, afirmou
que as munições foram encontradas por um detento e esclareceu que o material
não pertence ao armamento utilizado pelos policiais penais da unidade. Ele
também informou que a direção do CDP instaurou sindicância interna para apurar
responsabilidades.
Ainda conforme o dirigente sindical, as pessoas envolvidas
já foram ouvidas administrativamente. A apuração busca identificar como o
material entrou na unidade e se houve falha nos protocolos de segurança.
A ocorrência também foi formalizada na Polícia Civil. Em
nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP)
informou que todo o material apreendido foi recolhido e encaminhado ao 2º
Distrito Policial de Americana, responsável pela condução do inquérito
policial.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) esclareceu
que a inspeção realizada nesta quinta-feira se tratou de uma “revista geral” e
ressaltou que a unidade prisional opera dentro dos padrões de segurança e
disciplina estabelecidos pelo sistema penitenciário paulista.

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