Americanense suspeito de liderar esquema milionário de fraudes bancárias se entrega a Polícia Federal
O empresário americanense Thiago Branco de Azevedo, conhecido como “Ralado”, apresentou-se voluntariamente à Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (27), na cidade de Piracicaba.
Ele é apontado como o principal investigado da Operação
Fallax, iniciada na última quarta-feira (25), que apura um esquema de fraudes
bancárias que pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões em um
período de dois anos a instituições financeiras públicas e privadas.
Além dele, também se entregaram às autoridades sua esposa, e
o irmão dela. O trio estava com mandados de prisão em aberto relacionados à
investigação. Segundo a Polícia Federal, os envolvidos devem passar por
audiência de custódia, procedimento que avaliará a legalidade das prisões e a
necessidade de manutenção da detenção.
Conforme informações da Polícia Federal, os dois homens
podem ser encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba,
enquanto a mulher pode ser levada para a Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu.
A Operação Fallax foi deflagrada com o objetivo de
desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes contra
instituições financeiras, além de práticas como estelionato e lavagem de
dinheiro. As investigações começaram em 2024, após surgirem indícios de um
esquema bem estruturado voltado à obtenção de lucros ilegais.
Segundo a PF, o grupo atuava aliciando funcionários de
bancos e utilizando empresas — algumas ligadas a um mesmo grupo econômico —
para movimentar valores e ocultar a origem ilícita dos recursos.
As investigações apontam que a quadrilha utilizava empresas
de fachada para esconder a origem dos valores desviados. Funcionários de
instituições financeiras inseriam informações falsas nos sistemas bancários,
possibilitando saques e transferências ilegais. Em seguida, os recursos eram
convertidos em bens de alto valor e criptomoedas, dificultando o rastreamento.
Os envolvidos poderão responder por diversos crimes,
incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro,
gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de infrações contra o
sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de
prisão.

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