Adolescente recebe alta após trágico acidente que matou duas amigas em Americana
Depois de quase uma semana internada, menina de 15 anos deixou hospital nesta segunda-feira (23); ela era a última sobrevivente ainda em tratamento após colisão fatal no Jardim Ipiranga
Uma adolescente, de 15 anos, recebeu alta hospitalar na
manhã desta segunda-feira (23), após permanecer internada em decorrência do
grave acidente de trânsito registrado no último dia 17, no Jardim Ipiranga, em
Americana, que matou duas meninas da mesma idade. Ela era a última vítima que
seguia hospitalizada em razão da colisão, que resultou na tragédia.
A menor estava internada no Hospital Municipal Dr. Waldemar
Tebaldi e deixou a unidade por volta das 9h, após apresentar evolução clínica
satisfatória.
De acordo com a Prefeitura de Americana, a jovem sofreu
politraumatismo, passou por procedimento cirúrgico e precisou ser encaminhada à
Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu sob cuidados médicos
especializados.
Na última sexta-feira, ela foi transferida da UTI para a
enfermaria e, quatro dias depois, recebeu autorização médica para continuar a
recuperação em casa, ao lado da família.
Em nota oficial, o município informou que, após período de
acompanhamento intensivo da equipe multiprofissional, a paciente apresentou
melhora progressiva e estabilidade no quadro clínico.
O acidente aconteceu por volta de 0h45, na Rua Igaratá, no
Jardim Ipiranga. Um Chevrolet Vectra colidiu lateralmente contra um poste em
frente à empresa Bandini. O impacto foi violento e causou a destruição do
veículo, que teve perda total. No automóvel estavam sete pessoas: o motorista,
a companheira dele e cinco adolescentes.
Entre as passageiras estava uma das filhas do condutor, que
recebeu atendimento médico e foi liberada ainda no mesmo dia. As demais
adolescentes eram amigas da jovem e também estavam no carro no momento da
colisão.
Equipes de resgate foram acionadas e encaminharam as vítimas
para unidades de saúde da região. O Instituto de Criminalística realizou
perícia no local para apurar as circunstâncias do acidente. Durante a vistoria
no veículo, a Polícia Militar localizou uma porção de maconha, com cerca de 10
gramas.
Apesar de ter sido socorrida, Maria Eduarda de Souza
Almeida, de 15 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no mesmo dia. Já
Lídia Moraes Aguiar, também de 15 anos, permaneceu internada em estado
gravíssimo na UTI do HM, mas teve a morte confirmada no dia seguinte ao
acidente.
O motorista, de 40 anos, foi preso em flagrante e responde
por homicídio culposo na direção de veículo automotor, lesão corporal culposa e
porte de entorpecente para consumo próprio. Ele admitiu ter ingerido bebida
alcoólica, porém o exame clínico inicial não apontou embriaguez.
Segundo o boletim de ocorrência, o condutor apresentava
sinais como olhos avermelhados e hálito etílico, e uma amostra de sangue foi
coletada para exame complementar.
No dia 18, durante audiência de custódia, a Justiça concedeu
liberdade provisória ao homem após manifestação do Ministério Público do Estado
de São Paulo, que considerou a possibilidade de homicídio culposo.
Como medidas cautelares, o motorista deverá comparecer
mensalmente em juízo, cumprir recolhimento domiciliar noturno entre 23h e 7h —
podendo sair após as 21h apenas se estiver trabalhando —, além de estar
proibido de frequentar bares e casas noturnas ou deixar a cidade sem
autorização judicial. O caso segue sob investigação.
FAMÍLIA QUER VER MOTORISTA RESPONDENDO POR HOMICÍDIO DOLOSO
A família das vítimas fatais Maria Eduarda de Souza Almeida
e Lídia Moraes Aguiar, ambas de 15 anos, irão solicitar ao Judiciário que o
motorista responda por homicídio doloso, ou seja, aquele com intenção de matar.
A defesa citou que tentará comprovar que o homem dirigia o
carro na noite de Carnaval fazendo manobras perigosas como zigue-zague e
trafegava em velocidade superior à permitida. O motorista já confessou ter
ingerido álcool.

Deixe um comentário