Economia
Prazo de incentivos fiscais para empresas foi esticado e pode chegar até 20 anos

Hortolândia moderniza programa de incentivo e quer atrair mais empresas

Prefeitura atualiza lei, que passa a abranger outros segmentos econômicos, e também aumenta as contrapartidas para beneficiar município e moradores; legislação ainda incorpora nova diretriz ambiental e estipula práticas sustentáveis

A Prefeitura de Hortolândia realiza ações para estimular o desenvolvimento econômico. Uma delas é atualizar a lei para atrair a vinda de empresas, chamada Proemph (Programa de Incentivo Empresarial de Hortolândia). A nova regulamentação foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do município. O Proemph então vigente havia sido instituído em 2023.

Ao estimular a vinda de novas empresas, por meio da concessão de incentivos fiscais, o Proemph busca promover mais investimentos à cidade e fomentar a geração de emprego e renda para a população. Outro objetivo importante é incentivar a permanência e a ampliação das empresas já instaladas no município. O Proemph também determina que as empresas que receberem incentivos fiscais devem realizar contrapartidas que tragam benefícios à população e à cidade.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Inovação, Gerson Ferreira, o novo Proemph inclui outros tipos de empresas, tais como industriais, comerciais, de serviços, imobiliárias, construtoras, incorporadoras e startups. “O Proemph anterior tinha o foco em empresas de médio e grande porte. Já o novo Proemph promove uma ampliação significativa, mais inclusiva e moderna, do perfil de empresas”, salienta o secretário.

Outro aspecto alterado é o critério econômico. A lei anterior focava no aumento da arrecadação, principalmente de impostos como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos) e ISS (Imposto Sobre Serviços). “O novo Proemph introduz o conceito estruturado de Valor Adicionado (VA) e impacto real na receita municipal. Com isso, a nova lei tem caráter mais técnico e alinhado com a metodologia estadual”, explica o secretário.

MEIO AMBIENTE

Outra mudança que o novo Proemph traz é a inclusão de políticas ambientais e de sustentabilidade.

A nova lei passa a incluir a TMRS (Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos), junto com outras taxas e impostos como ISS, IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) que já integravam o Proemph anterior.

A nova lei ainda passa a exigir práticas sustentáveis pelas empresas, diretriz em conformidade com o conceito ESG (Environmental, Social and Governance, sigla em inglês que significa Ambiental, Social e Governança). Já no que se refere aos incentivos fiscais, o novo Proemph altera o prazo que os incentivos poderão ser concedidos às empresas para até 10 anos, prorrogáveis por mais 10 anos. Anteriormente, o prazo geral era de cinco anos e de 10 anos para IPTU, também prorrogáveis pelo mesmo período.

O secretário destaca ainda que o novo Proemph agiliza e simplifica o processo de concessão dos incentivos fiscais. Agora, as empresas poderão solicitá-los à prefeitura por meio de um Protocolo de Intenções.

CONTRAPARTIDAS

Mais uma mudança do novo Proemph que o secretário Gerson Ferreira destaca são as contrapartidas por parte das empresas que beneficiem o município e a população. Anteriormente, a lei determinava das empresas contrapartidas no valor de até 3% do Imposto de Renda. Agora, o novo Proemph exige das empresas contrapartidas de, no mínimo, 200% do valor dos incentivos recebidos. “É uma mudança radical. Com isso, adotamos um modelo mais exigente de retorno social”, resume o secretário.

Em termos gerais, o secretário destaca que o novo Proemph adota um modelo mais moderno e orientado em resultados econômicos, com foco em retorno real para o município.


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