Polícia
Dentista Marcelo Bacci Coimbra, de 64 anos, foi morto em motel localizado no Jd. São Bento

1ª Vara Criminal aceita denúncia contra acusado de matar dentista em Hortolândia

Crime ocorreu em motel em dezembro de 2025 e envolve morte, ocultação de cadáver e incêndio ao corpo da vítima; réu passa a responder ação penal; defesa refuta assassinato e sustenta versão de acidente durante episódio investigado

A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) contra N.H.P.D.P.A., de 30 anos, acusado de envolvimento na morte e no incêndio ao corpo do dentista Marcelo Bacci Coimbra, de 64 anos, dentro de um motel, no final do ano passado, em Hortolândia. Com a decisão, o investigado passa oficialmente à condição de réu pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, extorsão e incêndio.

O despacho da 1ª Vara Criminal de Hortolândia determina o prosseguimento da ação penal contra o acusado pelo crime. A Justiça estabeleceu prazo para que o acusado apresente defesa por escrito. Também foram expedidos ofícios para a Polícia Civil, Instituto de Identificação e demais órgãos, solicitando a juntada de laudos periciais e a complementação das informações no processo.

De acordo com o MP-SP, o crime teria ocorrido entre os dias 7 e 8 de dezembro de 2025, em um motel localizado na região do Jardim São Bento. Após a morte da vítima, o acusado teria retirado o corpo do local, ameaçado funcionárias e, posteriormente, incendiado o cadáver em uma área de Sumaré.

A defesa, representada pelo advogado Caio Cesar Devecchi, afirmou que recebeu a decisão com naturalidade, mas discorda da acusação de homicídio. Segundo ele, não há prova técnica que comprove que o réu tenha provocado a morte da vítima de forma dolosa.

De acordo com Devecchi, o investigado sustenta que o dentista sofreu uma queda após consumir bebida alcoólica e entorpecentes, bateu a cabeça e se feriu gravemente. Ainda conforme a versão apresentada, diante da quantidade de sangue e sob efeito de substâncias, o acusado teria entrado em pânico e decidido retirar o corpo do local.

O advogado também ressaltou que, devido ao alto grau de carbonização, o exame necroscópico não conseguiu apontar com precisão a causa da morte, o que, segundo ele, fragiliza a acusação de homicídio doloso. A defesa informou que apresentará resposta formal dentro do prazo legal.

Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução, quando serão colhidos depoimentos, analisadas provas e realizadas audiências. (com colaboração de Paulo Medina)

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