Política
Documento aborda precariedade, falhas e falta de fiscalização do transporte que atende Sumaré

Câmara de Sumaré aprova repúdio à ARTESP e cobra ações no transporte

Moção de Wellington Souza recebeu 18 votos favoráveis e critica atrasos, superlotação, falta de ônibus e falhas na fiscalização do transporte intermunicipal que atende diariamente moradores de Sumaré e região metropolitana

Os vereadores da Câmara de Sumaré se reuniram na manhã desta terça-feira (25) para votar a moção de repúdio à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), apresentada pelo vereador Wellington Souza (PT). O documento, que chama a atenção para a precariedade, as falhas recorrentes e a insuficiente fiscalização do transporte público metropolitano que atende Sumaré e região, recebeu 18 votos favoráveis em plenário. A moção e as demais proposituras discutidas na 26ª sessão do ano podem ser acessadas no site do Legislativo.

No documento, o parlamentar afirma que a situação enfrentada diariamente pelos usuários do transporte público intermunicipal é inaceitável. “O transporte público não é favor. É um serviço essencial utilizado diariamente por milhares de trabalhadores, estudantes, idosos, pessoas com deficiência, pacientes que realizam tratamentos de saúde e cidadãos que dependem exclusivamente dos ônibus para exercer direitos básicos como trabalhar, estudar e acessar serviços públicos. Entretanto, o que a população vem recebendo em troca de uma tarifa cada vez mais pesada no orçamento familiar é um serviço marcado por atrasos, superlotação, longos intervalos, redução ou falta de ônibus, veículos sem condições adequadas e falhas recorrentes de acessibilidade. A indignação da população é legítima”, destaca Wellington Souza.

O vereador ainda aponta na moção que “a ARTESP possui papel fundamental na fiscalização, controle e regulação do transporte coletivo metropolitano. Por essa razão, não podemos aceitar que problemas tão graves e recorrentes continuem fazendo parte da rotina dos usuários sem uma resposta efetiva e proporcional à dimensão do problema”, completa.

A propositura gerou comoção no plenário e diversos vereadores se manifestaram sobre a situação. Alan Leal (PRD), Allan Sangalli (PSB), Geraldo Medeiros (PT), Tavares (PL), Dudu Lima (Cidadania) e Rudinei Lobo (PSB) discorreram sobre as constantes reclamações recebidas dos munícipes e a ineficácia da atuação da agência. O presidente da Câmara, vereador Hélio Silva (Cidadania), propôs o envio de um requerimento à ARTESP, contando com a assinatura de todos os vereadores, além de prometer levar o assunto ao Parlamento da Região Metropolitana de Campinas (RMC), do qual é vice-presidente.

CONGRATULAÇÃO

Também na 26ª sessão ordinária, o vereador César Bianchi (PP) apresentou moção de congratulação a Rodrigo de Barros Geraldo por serviços prestados a Sumaré na saúde animal e coletiva. A proposta recebeu 14 votos favoráveis.

ORDEM DO DIA

Dos projetos previstos na Ordem do Dia, somente dois foram aprovados. O Projeto de Lei nº 30/2026, apresentado pelo vereador Wellington Souza, denomina a Rua 05 do Loteamento Residencial Villa Flórida como “Rua Fermiano Sebastião Gonçalves”. Já o PL nº 197/2026, de autoria do vereador Valdir de Oliveira (Republicanos), denomina “Praça Oldaque de Oliveira Santos” o Sistema de Lazer 4, localizado na Rua 02 do mesmo loteamento.

O PL nº 166/2026, apresentado pelo vereador Tavares, que institui a Campanha “Idosos Órfãos de Filhos Vivos”, e o PL nº 176/2026, do vereador Geraldo Medeiros, que dispõe sobre as diretrizes para o credenciamento de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e autoriza o Poder Executivo a firmar convênios para atendimento de idosos em situação de vulnerabilidade social, saíram de pauta por pedido de vista do vereador Professor Edinho (Republicanos).

Já o PL nº 178/2026, de autoria do vereador Rudinei Lobo, que veda a publicidade, propaganda e divulgação de serviços de apostas de quota fixa (bets) em espaços públicos municipais, equipamentos públicos e mobiliário urbano no município, não foi à votação devido à apresentação de emenda.


 

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