Homem é preso por manter fábrica clandestina de bebidas falsificadas em Hortolândia
Um homem foi preso em flagrante nesta terça-feira (7) durante uma operação da Polícia Civil que desmantelou uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas falsificadas na Rua Uirapuru, no bairro Chácara Recreio Alvorada, em Hortolândia.
A ação foi realizada em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram o investigado saindo da garagem com uma Fiat Fiorino. Após ser informado da ordem judicial, a equipe entrou no imóvel, onde também estavam a companheira dele, e o filho do casal, uma criança de aproximadamente seis anos.
Durante as buscas, os policiais constataram que a residência
funcionava como uma verdadeira linha de produção clandestina de bebidas
alcoólicas de diversas marcas. Os seis cômodos da casa eram utilizados para o
armazenamento e preparação dos produtos falsificados.
No local, foram apreendidas centenas de garrafas vazias,
galões contendo líquidos utilizados na fabricação, rótulos, lacres, selos e
outros materiais empregados na adulteração das bebidas. Também foram recolhidos
três aparelhos celulares — dois pertencentes, além de um notebook.
Um representante da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE) acompanhou a operação e emitiu um laudo técnico confirmando que as bebidas produzidas no imóvel eram falsificadas. O homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à Delegacia de Polícia. Durante o interrogatório, ele optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Já a mulher foi ouvida na condição de investigada. Em
depoimento, afirmou morar há cerca de oito anos no imóvel com o companheiro e o
filho, mas negou qualquer participação na fabricação ou adulteração das
bebidas, atribuindo ao companheiro toda a responsabilidade pelas atividades
encontradas na residência.
Segundo a Polícia Civil, uma consulta aos antecedentes revelou que o indiciado já havia sido investigado em 2023 por crime da mesma natureza. Após a análise dos fatos, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
Como a grande quantidade de materiais apreendidos não poderia ser armazenada na unidade policial, parte dos objetos ficou sob a guarda de um representante da ABRABE, mediante termo de depósito. Por se tratar de crime cuja pena não permite arbitramento de fiança na esfera policial, o homem foi encaminhado à cadeia pública, onde permanece à disposição da Justiça.

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