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Obra na Ampelio Gazzetta não terminou e preocupa moradores com a chegada das chuvas

Obra na Ampelio Gazzetta preocupa moradores com proximidade das chuvas

Interdição para realização das obras já ultrapassou prazo inicial e moradores temem que chuvas atrasem ainda mais a conclusão dos trabalhos; desvio obriga motoristas a percorrerem trecho maior para acessar estabelecimentos na região

A espera para a conclusão das obras da nova travessia do Córrego Capuava, na Avenida Ampelio Gazzetta, começa a preocupar moradores de Nova Odessa. Com setembro começando, o receio é de que novos períodos de chuva voltem a interferir no andamento dos trabalhos e prolonguem os desvios impostos a quem utiliza a região diariamente.

A intervenção começou em maio no trecho conhecido como “Pescoço da Égua”, ponto historicamente afetado por alagamentos e erosões. A partir de 27 de maio, a avenida foi totalmente interditada na altura do córrego. Naquele momento, a previsão divulgada pela Prefeitura era de aproximadamente 50 dias de bloqueio, prazo que poderia sofrer alterações de acordo com as condições climáticas e o andamento da obra.

O período inicialmente previsto terminou ainda em julho, mas os trabalhos continuaram. A própria administração municipal atribuiu parte do atraso às chuvas registradas durante a execução, que teriam comprometido serviços já realizados e obrigado a empresa responsável a refazer etapas da intervenção.

No início de agosto, uma nova estimativa indicava que uma das pistas poderia ser liberada em cerca de 20 dias. Para a conclusão completa da obra, a previsão apresentada naquele momento era de aproximadamente mais 50 dias.

A extensão do cronograma passou a incomodar principalmente moradores que dependem da Ampelio Gazzetta para deslocamentos entre bairros. Com o bloqueio, trajetos antes feitos diretamente pela avenida passaram a exigir circulação por ruas alternativas.

Um morador da região aponta que, dependendo do ponto de saída, é necessário fazer uma volta considerável para conseguir acessar comércios. A situação pesa principalmente na rotina de quem realiza o percurso várias vezes ao dia. Moradores relatam maior tempo de deslocamento e concentração de veículos nas ruas utilizadas como alternativas ao trecho interditado. “Vai começar a chover e essa obra precisa terminar para evitar transtornos”, disse Paulo dos Santos, da região do Alvorada.

Desde o início do fechamento total, a Prefeitura indicou como uma das rotas de desvio o acesso pela Rua Doutor Ernesto Sprogis, seguindo pela Rua Sigesmundo Andermann e pela Rua Fioravante Martins até o retorno à Avenida Ampelio Gazzetta. Outra alternativa indicada utiliza a Avenida Carlos Botelho e a Rodovia Walter Manzatto.

O projeto tem duas linhas de aduelas de concreto, com 3,5 metros de altura e 35 metros de extensão, destinadas a aumentar a capacidade de passagem da água pelo córrego. Os serviços são executados pela CG Engenharia e Construtora Ltda. e receberam investimento estadual de R$ 1.676.921,27. Em julho, as equipes estavam concentradas justamente na instalação das aduelas, considerada uma das principais etapas da nova estrutura de drenagem. Na ocasião, a administração municipal afirmava que trabalhava para acelerar os serviços.

A obra é considerada uma das intervenções de infraestrutura mais aguardadas nessa região de Nova Odessa. Antes do início dos trabalhos, moradores ouvidos pelo Tribuna Liberal relatavam que o trecho ficava praticamente intransitável em episódios de chuva intensa, com água sobre a pista e risco para veículos.

Agora, a expectativa dos moradores é que a solução definitiva para o antigo problema de alagamento seja entregue antes que novos períodos de chuva provoquem outra extensão do cronograma.

 

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