Cultura
Aos 18 anos, Guilherme Muniz apresenta obra dedicada a fundamentos tradicionais da Umbanda Esotérica

Escritor de Sumaré lança obra dedicada ao estudo dos Sinais Sagrados de Pemba

Natural de Sumaré, o jovem escritor Guilherme Muniz, de 18 anos, lança o livro Sinais Sagrados de Pemba — Filosofia Sistemática, resultado de um percurso de estudos voltado à filosofia, ao simbolismo e às tradições esotéricas relacionadas à Umbanda.

Filho de Júnior Muniz e Anna Muníz, ambos dedicados à religião, Guilherme cresceu em um ambiente no qual o estudo da Umbanda e de seus fundamentos sempre esteve presente. Desde cedo, passou a demonstrar interesse especial pela Umbanda Esotérica, aprofundando-se progressivamente na Filosofia Sistemática da Lei de Pemba e em suas estruturas simbólicas.

Entre os campos que integram sua pesquisa encontra-se também o Arqueômetro de Saint-Yves d’Alveydre, sistema que despertou no jovem autor o interesse pelas possíveis relações entre geometria, astrologia, simbolismo e pensamento sistemático. Esse percurso de investigação tornou-se uma das bases para a elaboração de sua primeira obra.

Em Sinais Sagrados de Pemba — Filosofia Sistemática, Guilherme procura conduzir o leitor por uma reflexão acerca da linguagem dos símbolos e de suas estruturas, estabelecendo relações entre tradição, geometria e os fundamentos simbólicos presentes no universo estudado. A obra nasce, portanto, não apenas como registro, mas como uma contribuição ao estudo, à organização e à reflexão acerca dos Sinais Sagrados de Pemba.

Guilherme Muniz é membro da T.U.M.A. — Tenda de Umbanda Mensageiros de Aruanda, localizada na Rua Moisés de Oliveira, 287, Jardim Amélia, em Sumaré.

A instituição desenvolve suas atividades buscando preservar os ensinamentos do Caboclo das Sete Encruzilhadas, reconhecido tradicionalmente como anunciador da Umbanda, especialmente no que se refere aos princípios e à ordem de trabalho que contribuíram para estabelecer uma identidade própria para a religião.

Partindo dessa base, a Tenda de Umbanda Mensageiros de Aruanda adota, em sua orientação litúrgica, a ótica e a prática esotérica da Raiz de Guiné, fundamentadas nos ensinamentos de Pai Guiné de Angola, entidade que se manifestava através da mediunidade de W. W. da Matta e Silva, importante nome da sistematização e da literatura umbandista brasileira.

Dessa maneira, a instituição procura preservar, de um lado, os princípios de identidade e organização religiosa transmitidos pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas e, de outro, desenvolver sua prática litúrgica sob a perspectiva esotérica ensinada por Pai Guiné de Angola, mantendo clara a função e o campo de cada uma dessas referências dentro de sua orientação religiosa.

Foi nesse ambiente de vivência religiosa, estudo e pesquisa que Guilherme desenvolveu parte significativa das inquietações que posteriormente dariam origem ao livro.


Deixe um comentário