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Motoristas apontam impressão de caráter arrecadatório em radar de 50 km/h em ‘trechos livres’

Radares de 50 km/h geram queixas entre motoristas em vias de Sumaré

Condutores relatam dúvidas a respeito dos radares instalados na cidade com limite de 50 km/h e equipamentos em trechos como no cruzamento das avenidas Rebouças e Ivo Trevisan são criticados por serem vistos como ‘pegadinha’

Motoristas de Sumaré e região estão insatisfeitos com a instalação de radares de fiscalização com limite fixado em 50 km/h em trechos que facilmente superam essa velocidade, como no cruzamento das avenidas Rebouças e Ivo Trevisan e nas proximidades do Arena Atacado.

Segundo relatos de motoristas que acessam os trechos, a principal reclamação é a dificuldade de manter os 50 km/h em pontos considerados “mais livres” e com a menor concentração de veículos.

“Tem horário que a avenida está vazia e mesmo assim o limite é baixo. Fica difícil não acabar sendo multado, parece pegadinha”, afirmou a motorista Priscila dos Santos Oliveira, moradora de Nova Odessa, mas que trabalha em Sumaré.

Outro condutor, Vinícius de Holanda, também questiona a medida. “A gente entende que precisa de fiscalização, mas parece que colocaram os radares mais para multar do que para orientar. Falta mais clareza”, comentou ele.

A moradora Simone Lima, do Jardim Iolanda, destacou a preocupação com a sinalização. “Não sou contra radares, sou contra a falta de transparência. A população precisa entender os critérios e objetivos dessas medidas, senão a sensação que fica é de arrecadação, não de segurança”, disse.

A empresária Bruna Gregório compartilha da mesma opinião. “Fica difícil mesmo manter essa velocidade (50 km/h) nesses trechos”, contou.

Já a sumareense Aline Pereira Paiva Alves disse que se a intenção da prefeitura é evitar acidentes e manter a segurança viária, ela concorda com a medida. “Se a intenção for evitar acidentes e manter a segurança, eu acho perfeito”, afirmou.

Em documento oficial, a Prefeitura de Sumaré afirma que a instalação e operação de radares no município seguem critérios técnicos e legais, com foco na redução de acidentes e preservação da vida. Segundo a administração, os limites de velocidade, como os de 50 km/h em vias urbanas, são definidos com base no Código de Trânsito Brasileiro e em normas do Conselho Nacional de Trânsito.

De acordo com o município, fatores como fluxo de veículos, presença de pedestres, cruzamentos e polos geradores de tráfego são levados em consideração na regulamentação. A prefeitura destacou em documento oficial que a fiscalização eletrônica não tem caráter arrecadatório, mas preventivo, educativo e protetivo, buscando reduzir infrações e organizar o trânsito.

Os equipamentos instalados na cidade possuem tecnologia para registrar diferentes tipos de infrações, como avanço de sinal vermelho, parada sobre faixa de pedestres e excesso de velocidade.

A administração também informou que a sinalização viária atende às normas vigentes e passa por monitoramento contínuo, com possibilidade de reforço por meio de novas placas, campanhas educativas e ações de conscientização.

Em relação a pontos específicos, como o cruzamento da Avenida João Argenton, a prefeitura aponta que a medida é necessária devido ao alto fluxo de veículos, presença de estabelecimentos comerciais e histórico de desrespeito às regras de trânsito. Segundo o Executivo, essas condições elevam o risco de acidentes, justificando a fiscalização eletrônica como forma de proteção à população.

 

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