Consumidores de Monte Mor, Paulínia e Hortolândia vivem problema com odores na água
Relatos revelam que água chega às torneiras com cheiro forte e aspecto alterado; problema afeta bairros em três cidades da região; moradores dizem que não conseguem beber e já compram o recurso hídrico
Moradores de Monte Mor, Paulínia e Hortolândia enfrentam
problemas com o abastecimento de água por conta de fortes odores no recurso
hídrico que sai das torneiras nas casas; Há relatos de cheiro de mofo e de
pessoas que passaram mal. As reclamações se espalham por diversos bairros e a
situação já mobiliza até mesmo entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do
Brasil) na região.
Moradores da região central e do bairro Santa Cecília, em Paulínia, relataram problemas recorrentes com a água fornecida nas residências. Segundo os relatos, o líquido apresenta cheiro de mofo e odores fortes, tornando inviável o consumo e prejudicando atividades básicas como o banho. Em Paulínia, a moradora Cristiane de Assis confirmou o problema, reforçando que a situação não é isolada. “O pessoal está reclamando em vários bairros, a água não está boa”, disse.
Em Hortolândia, moradores do Jardim Mônaco também relataram
o problema oficialmente, segundo o presidente da Comissão de Meio Ambiente da
OAB local, Denilson Cazuza. Ele afirmou que a entidade está acompanhando o
caso. Segundo ele, a OAB manifesta preocupação e busca entender o que vem
ocorrendo em relação à qualidade da água na cidade.
Em Monte Mor, moradores do Jardim Campos Dourados apontam
episódios semelhantes nos últimos dias. A moradora Maria Aparecida de Souza
contou que utiliza filtros em casa e não havia percebido inicialmente o
problema, mas afirma que já viu água sair com aspecto de barro após
intervenções na rede. Ela destaca ainda que há diversas reclamações na região.
Outro morador do mesmo bairro, identificado como Geraldo, também enfrenta
dificuldades com o abastecimento. No condomínio localizado no Jardim São
Clemente, João Paulo Eugênio confirmou que vizinhos estão insatisfeitos com o
mau cheiro constante na água.
A situação causa impacto financeiro e preocupação com a
saúde. A moradora Regiane Pimenta, do Jardim Colina 1, afirma que a água chega
há dias com odor forte, obrigando ela a comprar água para consumo. Segundo ela,
há relatos de pessoas passando mal. “A água já tem uns dias que tem chegado com
odor de mofo e cheiro forte. Compro água, não tem como beber. Como tenho
filhos, não posso deixar eles consumir essa água. Pessoas do bairro têm passado
mal com a água, com vômito e dor de barriga”, disse. “Olhando para a água,
aparentemente ela está limpa, mas o cheiro dela está horrível”, completou
Regiane.
O caso já chegou ao Legislativo de Monte Mor. O vereador Professor Adriel (PDT) informou que recebeu reclamações de moradores e que está em diálogo com a população. Segundo ele, a Sabesp foi acionada e apresentou uma posição oficial por meio de nota, que está sendo analisada.
OUTRO LADO
Procurada pelo Tribuna Liberal, a Sabesp informou que, devido às características de cada manancial, podem ocorrer “variações naturais no gosto e no cheiro, o que não interfere na potabilidade e na segurança da água fornecida”. “A Sabesp monitora todo o sistema de abastecimento e realiza mais de 170 mil análises mensais, cumprindo rigorosamente os parâmetros de qualidade do Ministério da Saúde. A Companhia ressalta que todas as ocorrências registradas nos canais oficiais da Companhia em Hortolândia, Monte Mor e Paulínia estão sendo verificadas in loco. Para situações pontuais, é necessário informar o endereço completo. Uma equipe vai ao imóvel verificar o abastecimento. Solicitações podem ser registradas pelos telefones 0800 055 0195, pelo WhatsApp 11-3388-8000 (mensagens de texto) ou na agenciavirtual.sabesp.com.br”, informou a empresa.
“A Companhia esclarece que monitora todas as etapas do
sistema de abastecimento, visando garantir a qualidade da água distribuída,
desde o manancial, passando pelas estações de tratamento, sistema de
distribuição, até o cavalete na entrada do imóvel dos clientes. Como medida
preventiva, a empresa reforça a importância de manter as caixas d’água sempre
tampadas e higienizadas a cada seis meses, além da verificação regular das
tubulações internas dos imóveis”, finalizou.

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