Educação
Governo paulista garantiu entrega de mobiliário na EE Pastor Roberto Rodrigues de Azevedo, nesta quarta

Após reportagem, Estado entrega carteiras nesta 4ª em escola de Hortolândia

Problema revelado pelo Tribuna Liberal apontou que alunos assistiram aulas sentados no chão na Escola Estadual Pastor Roberto Rodrigues de Azevedo; Secretaria da Educação promete que vai normalizar atendimento

Após repercussão da reportagem do Tribuna Liberal retratando a falta de mobiliário em uma escola estadual de Hortolândia, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou nesta terça-feira (10) que as cadeiras e carteiras serão entregues nesta quarta (11). 

A medida busca regularizar a situação enfrentada pelos estudantes da Escola Estadual Pastor Roberto Rodrigues de Azevedo, no bairro Chácaras Coelho, na região do Jardim Rosolem. Devido à falta de cadeiras e carteiras, os estudantes chegaram a sentar no chão neste início de ano letivo.

Em nova nota enviada ao Tribuna Liberal, a pasta afirmou que, enquanto aguardava a chegada dos móveis, a unidade reorganizou as atividades escolares. Segundo a secretaria, os alunos passaram a ser divididos em grupos, com participação alternada em aulas teóricas, atividades lúdicas, projetos, esportes e disciplinas eletivas, como forma de garantir aprendizado, acolhimento e bem-estar.

A situação veio à tona após pais denunciarem que, no retorno às aulas, no dia 2, os estudantes encontraram as salas sem mesas e cadeiras. Sem estrutura adequada, crianças permaneceram sentadas no chão durante todo o período escolar, das 7h às 14h, o que provocou indignação entre familiares.

Um dos pais relatou “tristeza” ao ver a filha no primeiro dia de aula sentada no chão, sem carteira nenhuma. Segundo ele, ao chegar em casa, a filha precisou ser acolhida após a experiência vivida na escola.

Em meio à revolta, o caso chegou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A deputada Ana Perugini (PT) apresentou requerimento solicitando esclarecimentos à Secretaria de Educação, comandada por Renato Feder. 

No documento, a parlamentar questiona o número de alunos afetados, as providências adotadas e o prazo para solução definitiva do problema. A deputada destacou que a situação fere o direito à educação e compromete as condições mínimas de permanência dos estudantes no ambiente escolar. O requerimento foi publicado no Diário Oficial da Alesp dando prazo de até 30 dias para resposta do governo.

“A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informa que as cadeiras e carteiras da unidade serão entregues amanhã (nesta quarta-feira). Atualmente, a escola organiza os estudantes em grupos que participam alternadamente de aulas teóricas, atividades lúdicas, projetos, esportes e aulas eletivas a fim de garantir aprendizado, acolhimento e bem-estar sem prejuízo pedagógico”, afirmou a pasta, em nota.

Com a confirmação da entrega do mobiliário, a expectativa é de que as aulas sejam normalizadas.


 

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