Saúde
Município começou a disponibilizar medicamento este mês; aplicação é feita mediante agendamento

Medicamento contra bronquiolite para bebês prematuros é oferecido no SUS de Hortolândia

O período outono-inverno é crítico para a saúde infantil. Uma das doenças que mais acomete crianças pequenas nesta época do ano é a bronquiolite. Para protegê-las, a Prefeitura de Hortolândia começou a disponibilizar o medicamento Nirsevimabe para bebês prematuros menores de seis meses e crianças com comorbidade menores de dois anos.

De acordo com a enfermeira do Programa de Imunização do município, Ana Paula Fernandes, o Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal humano recombinante, produzido para prevenir infecções graves pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Ele é administrado por via intramuscular, oferecendo proteção imediata e duradoura.

A bronquiolite é uma infecção nos bronquíolos, que são pequenos canais de respiração que ficam dentro dos pulmões. A doença é causada pelo vírus sincicial respiratório.

No caso de bebês prematuros, pais, famílias e/ou responsáveis devem levá-los à UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima da residência ou de referência. É necessário levar a carteira de vacinação do bebê e documentação que comprove que ele é prematuro.

Além disso, a equipe da UBS irá pesar o bebê. A enfermeira explica que a dosagem do medicamento a ser aplicada é determinada pelo peso do bebê. A UBS irá fazer a solicitação do medicamento ao GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) da região.

Ao recebê-lo, a unidade contata os responsáveis do bebê para agendar a data de aplicação do medicamento. Após a aplicação, é recomendado que o bebê permaneça na unidade 30 minutos em observação. De acordo com a enfermeira, o município tem recebido semanalmente o medicamento mediante a avaliação dos processos de solicitação enviados ao Estado. A aplicação de Nirsevimabe para bebês prematuros é de dose única.

Pais, famílias ou responsáveis de crianças com comorbidade também devem levá-las à UBS para receber o medicamento. É necessário apresentar relatório médico que comprove a comorbidade da criança.


Deixe um comentário