Saúde
Pedido por cateterismo e cirurgia cardíaca segue fila regional; Hospital São Francisco é alternativa

Americana busca alternativas para ampliar procedimentos cardiológicos de alta complexidade no município

Entre as possibilidades está a incorporação ou ampliação do atendimento em outros hospitais; pacientes que necessitam desses procedimentos são encaminhados via regulação do SUS para serviços habilitados na rede regional e estadual

A Prefeitura de Americana informou à Câmara Municipal que articula, junto à rede regional do SUS, alternativas para ampliar a oferta de procedimentos cardiológicos de alta complexidade na cidade, como cateterismo e cirurgias cardíacas. A discussão ocorre paralelamente ao processo de substituição de cirurgião vascular no atendimento ambulatorial e à manutenção de serviços de média complexidade no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi.

Em relação aos procedimentos de alta complexidade — como cateterismo cardíaco, cirurgias cardíacas e intervenções endovasculares — o município reafirmou que esses serviços não são realizados no Hospital Municipal por exigirem estrutura de hemodinâmica e retaguarda intensiva especializada, como UTI coronariana.

Atualmente, pacientes que necessitam desses procedimentos são encaminhados via regulação do SUS para serviços habilitados na rede regional e estadual. Dados apresentados apontam que há 70 pacientes aguardando cateterismo (desde abril de 2024) e 55 aguardando cirurgia cardíaca (desde maio de 2024), todos inseridos na fila regional.

Segundo o município, a prefeitura está em articulação com a DRS VII (Departamento Regional de Saúde) e com municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) para buscar alternativas de ampliação da oferta de procedimentos cardiológicos de alta complexidade.

Entre as possibilidades em estudo está a incorporação ou ampliação do atendimento em outros hospitais além dos já ofertantes, incluindo análise de proposta junto ao Hospital São Francisco de Americana.

Conforme a Secretaria de Saúde, a ampliação desse tipo de serviço exige habilitação específica no SUS, definição de financiamento, estrutura tecnológica adequada e equipes especializadas, o que demanda planejamento técnico e validação orçamentária.

O tema segue em discussão diante da demanda reprimida e das manifestações da população sobre o acesso a procedimentos vasculares e cardiológicos especializados.

MÉDIA COMPLEXIDADE

A respeito da média complexidade, a Secretaria de Saúde disse em documento enviado ao vereador Pastor Miguel Pires, que esse atendimento permanece ativo no Hospital Municipal. A unidade mantém cirurgião vascular para demandas hospitalares, suporte à hemodiálise, avaliação de pacientes internados e realização de procedimentos compatíveis com sua estrutura. 

A ausência mencionada pelo parlamentar refere-se especificamente ao componente ambulatorial eletivo, em processo de reposição profissional.

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