Construção mantém contratações e põe região como 2º maior polo de SP
Regional Campinas encerra 2025 com cerca de 99 mil trabalhadores formais e abertura de 2,6 mil novas vagas; setor fechou o ano com crescimento de 2,7% nas cidades da região; programas habitacionais impulsionaram contratações
A construção civil voltou a registrar avanço na Região
Metropolitana de Campinas (RMC) em 2025, colocando o grupo de cidades, como
Sumaré, Hortolândia, Paulínia, Americana, Monte Mor e Nova Odessa, como o
segundo maior mercado do setor no Estado de São Paulo.
De acordo com levantamento do SindusCon-SP, o sindicato do
setor, a Regional Campinas fechou o ano com aproximadamente 99 mil
trabalhadores com carteira assinada e saldo positivo de 2,6 mil novas vagas
formais, o que representa crescimento de 2,7%.
No cenário estadual, o setor criou mais de 24 mil empregos
ao longo do ano, encerrando 2025 com mais de 808 mil trabalhadores formais,
alta de 3,1% em comparação com 2024. O desempenho foi impulsionado
principalmente pelas áreas de infraestrutura e serviços especializados,
enquanto o segmento de edificações apresentou ritmo mais moderado, reflexo do
encerramento de contratos no fim do ano.
Para a diretoria regional do SindusCon-SP, o resultado em
Campinas é fruto de uma combinação de fatores, como o avanço de programas
habitacionais e a modernização de processos de aprovação de projetos
imobiliários. Medidas adotadas por prefeituras da região, incluindo novas
regras para alvarás e estudos de impacto de vizinhança, contribuíram para dar
maior agilidade aos empreendimentos.
O presidente da entidade, Yorki Estefan, destaca que o setor
segue como um dos pilares da economia paulista e projeta crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) da construção em 2026. A expectativa é de manutenção do
ritmo de contratações, com ampliação de oportunidades para jovens, mulheres e
imigrantes.
Na capital paulista, maior mercado do Estado, o saldo anual
também foi positivo, apesar das oscilações típicas do encerramento de contratos
em dezembro. Já no interior, além de Campinas, regiões como Sorocaba e São José
dos Campos também registraram expansão.
Os dados são apurados pelo FGV Ibre, com base nas
informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e
reforçam a importância estratégica da construção civil para o desenvolvimento
econômico da Região Metropolitana de Campinas e de todo o Estado.
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