Política
Passagem da ministra por Hortolândia reforça mobilização em torno do combate ao feminicídio

Ministra Márcia Lopes cumpre agenda em Hortolândia e fala sobre feminicídio

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, cumpre agenda institucional em Hortolândia nesta quarta-feira (18), onde participa de atividades ligadas ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A visita integra as ações do governo federal voltadas ao enfrentamento da violência de gênero e ao fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.

Durante o encontro, a ministra deve falar sobre as estratégias adotadas pelo Governo Federal para ampliar a prevenção à violência contra as mulheres e fortalecer a rede de acolhimento e proteção.

O foco da agenda será o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, projeto lançado pela União em articulação com o Congresso Nacional e o Poder Judiciário. A proposta parte do entendimento de que a violência contra as mulheres no país é uma crise estrutural e, por isso, exige ações coordenadas entre diferentes instituições e esferas de governo.

Entre os principais compromissos do pacto estão a ampliação das redes de proteção em todo o país, o fortalecimento de ações educativas e preventivas, a agilidade no cumprimento de medidas protetivas e a responsabilização de agressores, com ênfase no combate à impunidade.

A medida também prevê a criação de um Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República, com representantes dos Três Poderes e participação permanente de ministérios públicos e defensorias públicas. O objetivo é acompanhar a implementação das políticas, garantir transparência e reforçar a articulação entre União, estados e municípios.

A ministra estará no Restaurante Aurora, localizado na Avenida Santana, 1397, no Jardim Amanda I, às 12h.

CRIME RECENTE

A Polícia Civil prendeu na segunda-feira (16) J. F. P. S., de 26 anos, suspeito de assassinar a esposa a facadas durante uma discussão ocorrida no sábado (14), em Hortolândia. O crime aconteceu em uma residência localizada na Rua Guarujá, no bairro Jardim Nova Europa. Julyene Bortchelly, de 27 anos, foi vítima de feminicídio e deixou uma filha de três anos. 

O acusado confessou o crime após ser preso e alegou suposta traição como motivação. Segundo ele, durante uma discussão, a mulher teria dito que “toda vez que ele olhasse para outra mulher, ela ficaria com outro homem”. O suspeito declarou estar “arrependido” e afirmou que “amava” a vítima.


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