Política
Henrique e demais políticos de direita publicaram imagens com famílias em latas criadas por IA

Henrique do Paraíso critica apoio a Lula e adere a trend para ‘defender valores’

Prefeito de Sumaré se manifesta após realização de desfile que homenageou presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Sapucaí em apresentação da Acadêmicos de Niterói, que foi rebaixada; ala ‘neoconservadores em conserva’ se tornou símbolo de disputa e posicionamento pelas redes sociais

O prefeito de Sumaré, Henrique do Paraíso (Republicanos), usou as redes sociais nesta semana para criticar o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o Carnaval na Marquês de Sapucaí. A apresentação contou com a ala “neoconservadores em conserva”, que levou para a avenida integrantes fantasiados como latas de alimentos, com rótulos estampando a expressão “família tradicional” e imagens de pai, mãe e filhos.

A performance repercutiu nas redes sociais ao longo de toda semana e provocou reação de parlamentares e lideranças conservadoras. O prefeito, deputados e senadores passaram a publicar imagens criadas por inteligência artificial mostrando latas de alimentos com fotos de suas próprias famílias nos rótulos, em uma tentativa de ressignificar a crítica apresentada no desfile. A movimentação digital se transformou em uma “trend”, impulsionada principalmente por perfis ligados ao público evangélico conservador.

Henrique do Paraíso aderiu à tendência e publicou mensagem com tom de defesa de princípios. “O Brasil precisa de posicionamento. Não é sobre política… é sobre valores, respeito e limites. Quem ama essa nação não pode se calar”, escreveu o prefeito. Em outra parte da manifestação, afirmou: “Atacaram a família. Atacaram nossos valores. Mas o povo de fé não recua. Fique firme. Defenda sua família”, disse Henrique.

A fala do chefe do Executivo de Sumaré endossou o discurso adotado por lideranças conservadoras que entenderam a ala da escola de samba como uma crítica à família tradicional e aos segmentos religiosos. Para esse grupo, a apresentação extrapolou o campo artístico e assumiu contornos ideológicos.

O episódio ampliou o debate para além do Carnaval e expôs a polarização política que segue marcando o ambiente digital brasileiro. Enquanto apoiadores do desfile defendem a liberdade artística e o caráter satírico da apresentação, críticos sustentam que houve desrespeito a valores considerados fundamentais.

O embate simbólico nas redes sociais deve continuar neste ano eleitoral, mantendo o tema no centro da discussão política e cultural do país.

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