Encontros do Plano de Habitação em Paulínia debatem futuras moradias
Reuniões em bairros escutam população sobre as principais dificuldades enfrentadas no acesso à casas populares; poder público, especialistas e cidadãos fazem debates coletivos para elaboração de diagnóstico técnico habitacional
Moradores de Paulínia estão participando da construção do
Plano Municipal de Habitação por meio de oficinas públicas realizadas em
diferentes bairros da cidade. A ação ouve diretamente a população para
identificar os principais desafios relacionados à moradia e, a partir disso,
desenvolver propostas de políticas públicas para enfrentar o déficit
habitacional.
Os encontros seguem uma dinâmica participativa.
Inicialmente, é feita uma breve apresentação da proposta do plano e, em
seguida, os participantes são divididos em grupos para discutir quatro questões
centrais: como vivem atualmente, quais são os cinco problemas mais graves
relacionados à moradia, que tipo de déficit aparece com mais frequência e quais
grupos da população são mais afetados.
As atividades são coordenadas pela Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), empresa contratada pela Secretaria
de Habitação para desenvolver o diagnóstico completo da situação habitacional
do município. Nesta fase do processo, especialistas ouvem as demandas
apresentadas pelos moradores, que posteriormente serão sistematizadas em um
estudo técnico.
Nas duas primeiras oficinas, realizadas nos bairros São José
e Bom Retiro, cerca de 300 pessoas participaram das discussões. A expectativa é
aumentar ainda mais a participação popular.
A primeira oficina aconteceu na segunda-feira (9), no bairro
São José, reunindo aproximadamente 200 moradores. O encontro contou com a
presença do prefeito Danilo Barros (PL), que destacou o compromisso da
administração municipal com a transparência no processo de definição das
políticas habitacionais.
“Contratamos uma empresa especializada no desenvolvimento de
políticas públicas habitacionais, que já realizou esse tipo de trabalho em
diversas cidades e estados do país. Com isso, vamos ter um processo ético e que
priorize de fato quem mais precisa de moradia neste momento na nossa cidade”,
afirmou o prefeito. Segundo ele, a participação da população é fundamental para
garantir um processo transparente e baseado em critérios objetivos.
A FESPSP ainda realizará outras oficinas. O objetivo é
reunir informações suficientes para, ao longo de aproximadamente seis meses,
elaborar um diagnóstico detalhado da realidade habitacional de Paulínia e
apresentar propostas capazes de reduzir o déficit de moradia.
A quarta e última oficina desta etapa será realizada na
quinta-feira (19), a partir das 19h, no Centro de Convivência do Idoso Tia
Lídia, localizado no Jardim Fortaleza.

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