Cafu César mantém pré-candidatura a deputado após operação da PF e prisão
Vice-prefeito afastado de Hortolândia segue no páreo eleitoral pelo PSB; TRF-3 revogou prisão preventiva do político, que cumpre medidas cautelares impostas pela Justiça Federal
Após ser alvo da Operação Coffee Break, da Polícia Federal,
e ter ficado preso preventivamente por cerca de um mês, o vice-prefeito
afastado de Hortolândia, Carlos Augusto César, o Cafu César (PSB), mantém sua
pré-candidatura a deputado federal. A informação foi confirmada ao Tribuna
Liberal por uma fonte ligada diretamente ao político, que afirmou que ele segue
no projeto eleitoral pelo PSB.
A manutenção da pré-candidatura ocorre após decisão da 11ª
Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que revogou a prisão
preventiva de Cafu e impôs uma série de medidas cautelares. Entre elas estão o
afastamento das funções públicas, a proibição de acessar repartições
municipais, como a Prefeitura de Hortolândia, de manter contato com outros
investigados e agentes públicos envolvidos na operação federal, além da
obrigação de comparecimento mensal em juízo, uso de tornozeleira eletrônica e
entrega do passaporte.
Cafu César foi preso em 12 de novembro de 2025, durante a
deflagração da Operação Coffee Break, conduzida pela Polícia Federal em
conjunto com a Controladoria-Geral da União. A investigação apura um suposto
esquema de direcionamento de licitações e intermediação de pagamentos
envolvendo contratos da empresa Life Tecnologia Educacional com prefeituras da
região, especialmente na área da educação, em Hortolândia e Sumaré.
A decisão de soltura aponta que não há condenação e que,
portanto, Cafu mantém seus direitos políticos, o que permitiria a continuidade
da pré-candidatura.
Mesmo afastado do cargo de vice-prefeito — medida aprovada
pela Câmara Municipal de Hortolândia em novembro — e impedido de exercer
funções administrativas, Cafu deve seguir atuando nos bastidores políticos
visando o pleito de 2026.
A Operação Coffee Break resultou na exoneração de
secretários municipais e servidores de alto escalão em Hortolândia. A
prefeitura declarou, à época, que colabora com as investigações. O caso segue
em apuração e tramita na Justiça Federal.

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