Polícia
Funcionário teria surpreendido a vítima pelas costas, com abraço e beijo sem consentimento

Justiça mantém preso funcionário do Legislativo suspeito de importunação sexual contra mulher em Hortolândia

Servidor de 57 anos teve prisão em flagrante convertida em preventiva depois de audiência de custódia; mulher citou abordagens sem consentimento durante feirão de empregos realizado na sede da Câmara, na última terça-feira (27)

A Justiça determinou que o funcionário da Câmara Municipal de Hortolândia, de 57 anos, suspeito de importunar sexualmente uma mulher durante um feirão de empregos, permaneça preso. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (28), durante audiência de custódia, quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

O servidor, que exerce a função de oficial administrativo no Legislativo, havia sido detido na terça-feira (27), após a denúncia de uma participante do evento. Com a medida judicial, ele continuará sob custódia enquanto o caso é apurado, salvo se houver uma nova decisão determinando sua soltura.

A ocorrência foi registrada durante uma ação voltada à oferta de oportunidades de trabalho, realizada nas dependências da Câmara Municipal. A vítima havia comparecido ao local em busca de emprego quando foi abordada pelo funcionário, que ofereceu auxílio para preparar seu currículo.

Segundo informações da Polícia Civil, a aproximação inicial levou à troca de contatos telefônicos entre os dois. Depois disso, o suspeito teria começado a encaminhar mensagens consideradas invasivas pela mulher. A situação teria se agravado durante o evento. Conforme o relato apresentado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o servidor se aproximou da participante por trás, abraçou seu corpo e deu um beijo na região próxima à nuca, sem autorização.

A mulher contou aos policiais que ficou paralisada diante da abordagem inesperada. Ainda segundo a investigação, o funcionário teria repetido o contato físico em outro momento, quando ela estava próxima a uma parede. Nessa segunda ocasião, ele teria colocado a mão na cintura da vítima, novamente sem seu consentimento.

A ocorrência passou a ser investigada pela Delegacia de Defesa da Mulher de Hortolândia, responsável pelos procedimentos policiais relacionados à denúncia. A delegada Alline Kruetzmann Abdo Vicentim, titular da unidade, relatou as circunstâncias apresentadas pela vítima e informou que o suspeito permaneceu detido após o registro do flagrante.

O servidor foi colocado à disposição da Justiça, que analisou a legalidade da prisão e a necessidade de manutenção da custódia durante a audiência realizada nesta quarta-feira.

Com a conversão em prisão preventiva, o funcionário poderá permanecer detido durante o andamento da investigação e de eventual processo criminal, desde que continuem presentes os fundamentos legais da medida. A prisão preventiva não representa condenação, e o suspeito mantém o direito à defesa e à presunção de inocência.

Após tomar conhecimento da denúncia, a Câmara Municipal de Hortolândia informou que acompanhou a ocorrência e prestou apoio à mulher envolvida no caso. O Legislativo também declarou estar à disposição das autoridades para fornecer informações e colaborar com os esclarecimentos necessários.

O episódio ocorreu durante um evento destinado a aproximar trabalhadores de empresas com vagas disponíveis, iniciativa que recebeu moradores interessados em ingressar ou retornar ao mercado de trabalho.

A investigação deverá esclarecer todas as circunstâncias das abordagens relatadas pela vítima e reunir os elementos necessários para a análise da responsabilidade criminal do suspeito. (Com colaboração de Cézar Oliveira)

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