Polícia
Empresário é alvo de inquérito que apura uso de empresas de fachada para obter crédito e deixar dívidas

Empresário, esposa e cunhado são soltos depois de prisão por suposta fraude

Thiago Branco de Azevedo, morador de Americana, apontado como alvo central da Operação Fallax, foi solto nesta terça-feira; investigação da Polícia Federal apura um esquema de fraudes bancárias com prejuízo de R$ 500 milhões

O empresário americanense Thiago Branco de Azevedo, conhecido como “Ralado”, foi liberado da prisão pela Justiça nesta terça-feira (31). Ele é apontado como principal alvo da Operação Fallax, deflagrada na semana passada em três estados e também em cidades da região.

Além dele, a mulher do empresário e o irmão dela também foram soltos, segundo o delegado da Polícia Federal, Florisvaldo Emílio das Neves. A investigação apura um esquema de fraudes bancárias que pode ter causado prejuízo estimado em cerca de R$ 500 milhões a instituições financeiras em pouco mais de 24 meses.

Os três haviam se apresentado voluntariamente à sede da Polícia Federal de Piracicaba na última sexta-feira (27). Outras 15 pessoas também foram presas durante a operação e, assim como os investigados de Americana, já foram colocadas em liberdade. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do empresário.

Além disso, a Polícia Civil investiga a possível ligação entre um investigador da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Americana com o empresário. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a Corregedoria da Polícia Civil apura o caso por meio de procedimento correcional.

A apuração ocorre após a circulação de imagens nas redes sociais que mostram o empresário americanense ao lado de um policial. As publicações indicam que os dois mantinham proximidade e teriam, inclusive, já feito viagens juntos. 

A suspeita é de que o empresário atuava na estruturação de empresas de fachada utilizadas para a prática de fraudes. Segundo a PF, Thiago seria responsável por organizar empresas fictícias usadas para abertura de contas bancárias em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”, além da utilização de identidades falsas.

Não há informação do envolvimento do investigador no esquema e nem de que ele seja investigado por tais atos.

 

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