Saúde de Sumaré mantém estado de alerta para dengue e reforça combate
A Secretaria Municipal de Saúde de Sumaré divulgou nesta segunda-feira (22) o resultado da Avaliação de Densidade Larvária (ADL), realizada em maio de 2026. O levantamento apontou Índice de Breteau (IB) de 3,7, classificação que mantém o município em estado de alerta para a dengue. Os maiores índices foram registrados nas regiões dos bairros São Domingos, Paulistano e Altos de Sumaré (5,82) e Matão (5,0), consideradas áreas de maior risco para a proliferação do mosquito.
Durante a avaliação, as equipes visitaram 5.979 imóveis.
Desse total, 1.955 estavam fechados, o que dificultou a inspeção completa dos
possíveis criadouros. De acordo com a ADL, o índice geral de 3,7 evidencia a
presença de criadouros com larvas do mosquito em diferentes regiões da cidade.
O resultado reforça a necessidade de manter as ações
preventivas ao longo de todo o ano e intensificar os cuidados dentro dos
imóveis para reduzir os focos do vetor e prevenir novos casos da doença. Mesmo
com a queda nas temperaturas as equipes do Controle de Arboviroses seguem com
as visitas domiciliares para identificar e eliminar criadouros, além da busca
ativa de casos suspeitos e confirmados de arboviroses.
Nas visitas, os agentes orientam os moradores sobre a
importância da manutenção dos quintais e da eliminação de recipientes que
possam acumular água. As equipes também aplicam larvicida quando necessário,
executam nebulização conforme critérios técnicos e mantêm inspeções frequentes
em pontos estratégicos e imóveis especiais, locais com maior potencial para a
reprodução do mosquito.
A secretária-adjunta de Saúde, Denise Barja, destaca que o enfrentamento da dengue depende da atuação conjunta entre poder público e população. “O combate à dengue depende do trabalho permanente das equipes de saúde, mas principalmente da colaboração da população. A maior parte dos criadouros está dentro das residências. Por isso, cada morador precisa dedicar alguns minutos por semana para verificar quintais, calhas, ralos, vasos de plantas e qualquer recipiente que possa acumular água. A eliminação desses focos é a forma mais eficaz de impedir a reprodução do mosquito e proteger toda a comunidade”, afirma.
Em 2026, Sumaré registra 1.171 notificações de dengue, com
107 casos confirmados e nenhum óbito até o momento.

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