Viaduto da Vila Real garante segurança viária e abre caminhos para avanço econômico de Hortolândia
Obra praticamente acaba com risco de acidentes na ferrovia, traz mais tranquilidade a moradores do entorno e conecta de forma mais eficiente a região do Jardim Amanda, a região central e a Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença
A inauguração do viaduto Monsenhor Décio Ravagnani deixa no
passado o histórico de conflito entre trens, veículos e pedestres em
Hortolândia. A estrutura, liberada pela prefeitura para o tráfego nesta
segunda-feira (13) sobrepõe a ferrovia e cria um canal viário de integração
eficiente na região central da cidade, servindo de ferramenta para aquilo que a
Administração Municipal tem como lema: “cuidar das pessoas”. A luta de mais de
40 anos agora se torna um marco em mobilidade urbana, num dia que entrou para a
história de Hortolândia.
A partir de agora, os moradores do entorno terão mais
tranquilidade com o fim dos acidentes e dos alertas sonoros do trens. Os
motoristas vão ter mais agilidade, pois o trânsito de veículos ganha 3 horas
livres a mais na região central, tempo que antes era necessário para bloqueios
na passagem em nível, e a cidade passa a ter um caminho com maior potencial
para a circulação da riqueza e atração de novos empreendimentos. O investimento
reforça a capacidade do setor ferroviário, tão importante para o Brasil e, em
especial, para Hortolândia, que emprega milhares de trabalhadores neste setor.
Segundo a prefeitura, a inauguração do viaduto é exemplo de
uma política de desenvolvimento urbano que usa a integração viária como
condutor do desenvolvimento econômico e assim como a construção das obras do
Superviário, da Ponte Estaiada, do viaduto do Rosolem, do viaduto do Nova
Europa, do Corredor Metropolitano, a duplicação da Avenida São Francisco de
Assis, dentre tantas outras, proporcionaram um ganho na qualidade de vida e a
valorização de suas respectivas regiões.
A construção do viaduto, anunciada em 2020 pela empresa
Rumo, que administra a linha férrea, como contrapartida à renovação da
concessão da malha ferroviária paulista, recebeu investimentos de R$ 57
milhões. De acordo com dados da prefeitura, a obra teve início em 2024 e
incluiu a construção da estrutura principal com 240 metros de extensão, 21
metros de largura e quatro pistas, duas em cada sentido. Nas laterais da
estrutura foram implantados passeios, sendo que um dos lados possui ciclovia.
Uma rotatória permite o acesso à ponte por meio da Avenida Santana (Jd. Amanda)
e da Rua Argolino de Moraes (Centro), até a Avenida São Francisco de Assis
(Vila Real).
O legado político e o histórico de luta popular para que o
viaduto se tornasse realidade foram lembrados pelo prefeito Zezé Gomes
(Republicanos), durante a inauguração. “Aqui (na Paróquia ao lado do viaduto)
iniciaram as primeiras reuniões para emancipar essa cidade. Essa obra liga ao
futuro e ao progresso de Hortolândia. A gente pede pra Deus, faz nossas orações
e lembra do passado: lembra do prefeito Ângelo Perugini, que deixou sua marca
na nossa história; lembra do Monsenhor Décio, que lutava junto, brigava,
participava das reuniões com a comunidade. Essa é uma luta antiga. Passaram por
aqui outros prefeitos e eu herdei este legado, para ajudar a construir essa
cidade. Tudo isso só se tornou realidade porque iniciamos um projeto e não
arredamos o pé. Fizemos pontes, viadutos e sobretudo, cuidamos das pessoas.
Hoje é um dia histórico para a cidade de Hortolândia”, celebrou o prefeito Zezé
Gomes.
O ministro dos Transportes, George Santoro, esteve presente
no evento e mencionou o papel de destaque ocupado por Hortolândia na indústria
ferroviária, com mais de 6 mil empregos na cidade, e a importância deste setor
para o desenvolvimento do país, do ponto de vista econômico e social. “O
Governo Federal tem trabalhado para ampliar o transporte ferroviário com
objetivo de integrar desenvolvimento da economia, da infraestrutura e social.
Lançamos, no ano passado, o maior ciclo de concessões da história, com R$ 150
bilhões em investimento previsto para este ciclo. Nossa meta é chegar a 35% de
participação do setor ferroviário no transporte de cargas no Brasil. Obras como
a deste viaduto são importantes porque representam o objetivo maior dos nossos
governantes, que é cuidar das pessoas, olhar a segurança de cada um dos
moradores e ver como isso vai melhorar a vida deles. Pequenas e grandes obras,
todos os dias, fazem com que a gente consiga ter como resultado final promover
desenvolvimento social e trazer infraestrutura urbana, de forma integrada”,
ressaltou Santoro.
Também estiveram presentes na inauguração do viaduto o
superintende de Transportes Ferroviários da ANTT (Agência Nacional de
Transportes Terrestres), Alessandro Baumgartner; o CEO da Rumo, Pedro Palma; a
vice-presidente de Relações Institucionais da Rumo, Natália Marcassa; o CFO da
Rumo, Guilherme Machado; o gerente executivo de Relações Institucionais da
Rumo, Rodrigo Verardino; o superintendente de Relações Institucionais do BNDES,
Felipe Borim; o CEO da Brado Logística, Luciano Jonhsson; o diretor de operações
da Brado Logística, Ederson Padilha; o deputado federal, Orlando Silva; a
deputada estadual, Ana Perugini; o deputado estadual, Dirceu Dalben; o pároco
da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, padre Tiago Luziano Leite; além de
autoridades locais de Hortolândia e região.
SEGURANÇA VIÁRIA
O novo viaduto na Vila Real corrigirá décadas de improviso
urbano, abrindo uma rota direta entre regiões importantes de Hortolândia e
impulsionando o desenvolvimento econômico da cidade. Mas, sobretudo, a
estrutura vai preservar vidas, evitando acidentes na passagem em nível. O
superintendente de Transportes Ferroviários da ANTT, Alessandro Baumgartner,
lembrou da triste estatística de acidentes graves na linha férrea em
Hortolândia. “Uma das questões mais importantes para o bom funcionamento das
ferrovias é a segurança das pessoas. Trem e gente não costumam combinar. Aqui,
embaixo deste viaduto, havia uma média de 4 a 5 acidentes por ano. Por isso,
apesar de este viaduto ser uma obra viária, é também uma intervenção de
segurança ferroviária”, comentou, citando que o viaduto Monsenhor Décio
Ravagnani é uma das mais de mil intervenções no Brasil realizadas por conta das
negociações dos contratos ferroviários.
Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana da Prefeitura,
antes da construção do viaduto, a área recebia o fluxo de 22 mil veículos por
dia. Agora, a estimativa é de ampliação, com a previsão de tráfego de 30 mil
veículos por dia. O projeto de obras completo compreende, ainda, intervenções
que serão realizadas após a liberação do tráfego de veículos pela estrutura. É
o caso da construção de um muro paralelo à linha férrea, impedindo a travessia
pela linha do trem. Outra etapa posterior da obra será o prolongamento da Rua
Sebastião de Paula (Centro Pastoral Dom Bruno Gamberini) até a Avenida Amélia
Basso Breda (rua da feira), passando por baixo do novo viaduto.
“A população, num primeiro momento, acha que o muro de contenção atrapalha. Mas ele garante ainda mais proteção. A gente atua para que a segurança ferroviária seja o principal padrão de comportamento. É importante que as pessoas tenham consciência do que buscamos junto à prefeitura, que vai além de trazer desenvolvimento. Esta obra é ganho efetivo para a cidade”, concluiu Baumgartner.
R$ 8 BILHÕES
“A Rumo investiu quase R$ 8 bilhões em aumento da capacidade
ferroviária com a renovação da concessão, com objetivo de saltar de 35 milhões
toneladas transportadas/ano para 75 milhões de toneladas/ano até 2030. Neste
processo, melhoramos as ferrovias, mas parte da solução também está no uso de
trens maiores e mais pesados”, justificou o CEO da Rumo, Pedro Palma. O
executivo exemplificou que uma composição de 135 vagões e 3 locomotivas tira
300 caminhões de circulação das estradas. “Por outro lado, quando essa
composição passa dentro de uma comunidade, como é o caso de Hortolândia, são
2,5 km de trens. A gente reconhece o transtorno que é. Aqui, são 3 horas por
dia de interrupção no trânsito. A partir de agora, serão 3 horas liberadas”,
completou Palma.
DEPUTADO DALBEN SE DIZ 'MUITO REALIZADO' COM ENTREGA DO VIADUTO
O tão sonhado viaduto sobre a linha férrea na Vila Real, em
Hortolândia, está entregue para a população. A obra também é mais um fruto do
trabalho do deputado estadual Dirceu Dalben (PSD) e chega para transformar a
mobilidade urbana da região, aumentando a segurança de motoristas e pedestres e
facilitando o dia a dia de quem circula pelo local.
Realizado pela Rumo Malha Paulista (concessionária da
ferrovia), o viaduto liga a Avenida São Francisco de Assis e a Avenida Santana,
eliminando o cruzamento em nível com a linha férrea. A inauguração do
dispositivo encerra um ciclo histórico de acidentes e congestionamentos
provocados pela passagem de trens de carga no Centro da cidade.
“Hoje é um dia muito feliz. Estou muito realizado de ver o
fruto do nosso trabalho, da dedicação, da persistência, das viagens à Brasília,
a São Paulo, hoje sendo concretizado totalmente. Uma obra de grande importância
para a população, mais segurança, menos tempo no trânsito, e que atende não só
Hortolândia, mas toda a região, porque as avenidas conectadas desembocam nas
rodovias SP-101 e Anhanguera”, comentou o deputado.
Junto ao saudoso ex-prefeito Angelo Perugini e ao atual
prefeito Zezé Gomes, Dalben lutou e defendeu perante o Governo Federal,
Tribunal de Contas da União e o Governo Estadual a importância da renovação
antecipada da concessão da Malha Ferroviária Paulista (ocorrida em 2020) – o
que garantiu a realização deste e outros investimentos.
“Foram anos de articulação. Essas obras não caíram do céu,
não foi simplesmente bondade da Rumo. Foi parceria, foi diálogo, foi
compromisso com as pessoas. Nós lutamos muito e agradeço à Rumo por sempre ter
as portas abertas para nós, por entender a necessidade desses investimentos,
que vêm acontecendo também em Sumaré, Nova Odessa, outros municípios da nossa
região e do Estado”, reforçou Dalben.
Durante a inauguração, o prefeito Zezé Gomes agradeceu ao
deputado pelo apoio. “Tantas idas e vindas em São Paulo, eu e o Dalben, muito
obrigado, deputado Dalben, porque foi, realmente, idas e vindas que nós
fizemos, inclusive nós fizemos uma reunião com o ministro Tarcísio, estava
junto, eu, você e o Cafu, e nós também falamos, garantimos tudo isso”,
discursou.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) era o
ministro de Infraestrutura durante o processo de renovação antecipada do
contrato da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) com a Rumo. “Esse
viaduto de Hortolândia, que foi gestado lá atrás, saiu do papel. Importante
para a ferrovia de carga e importante também para as pessoas que usam essas
rodovias, que fazem essa ligação na cidade. Era uma cicatriz, a ferrovia
cortando a cidade. Agora a gente tem essa ligação muito mais segura. Então, parabéns,
Hortolândia”, disse o governador.

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