Política
Projeto de Murilo Rinaldo autoriza Monte Mor a integrar consórcio com 22 municípios

Monte Mor quer entrar no Condesu para fazer ações conjuntas com municípios

Projeto de autoria do prefeito Murilo Rinaldo pede autorização para adesão de Monte Mor ao Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável, que reúne outras 22 cidades paulistas e atua por meio de cooperação regional

A Prefeitura de Monte Mor encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei que autoriza o município a integrar o Condesu (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável). A proposta foi assinada pelo prefeito Murilo Rinaldo (PP) e depende de aprovação dos vereadores para que a adesão seja formalizada.

O texto prevê que Monte Mor passe a aderir ao Contrato de Consórcio e ao Estatuto Social da entidade, documentos que definirão os direitos, deveres e condições de participação do município. Segundo a proposta, o Executivo ficará autorizado a praticar os atos necessários para efetivar a entrada no consórcio.

Atualmente, o Condesu reúne 22 municípios paulistas: Águas de Lindóia, Araras, Artur Nogueira, Boituva, Brotas, Campo Limpo Paulista, Conchal, Cordeirópolis, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Itapira, Jaguariúna, Jundiaí, Limeira, Matão, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Morungaba, Santo Antônio de Posse, São Carlos e Várzea Paulista.

Na justificativa encaminhada ao Legislativo, o prefeito afirma que a adesão busca fortalecer a atuação conjunta entre municípios diante de demandas que podem ser resolvidas de forma regional. A administração cita compartilhamento de recursos, conhecimentos técnicos, estruturas e capacidade administrativa como alguns dos ganhos esperados com o consorciamento.

Segundo o Executivo, o modelo permite que municípios atuem de forma coordenada em assuntos que ultrapassam os limites de uma única cidade ou que podem ser executados com maior eficiência em escala regional. A Prefeitura também aponta possibilidade de racionalização de recursos e ampliação da capacidade de implantação de políticas públicas.

O texto trata da autorização para ingresso no consórcio e estabelece as bases jurídicas e orçamentárias para a participação municipal.

O projeto estabelece que as despesas decorrentes da adesão serão custeadas por dotações próprias do orçamento municipal. Caso seja necessário, os valores poderão ser suplementados. A política pública também deverá ser incorporada ao PPA (Plano Plurianual) e à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026.

A justificativa ressalta que a autorização não permite que o município assuma obrigações de maneira irrestrita. Segundo o Executivo, eventuais despesas deverão observar as regras orçamentárias e o próprio contrato do consórcio.

A Prefeitura sustenta ainda que a entrada no Condesu pode trazer ganhos de escala, compartilhamento de estruturas e maior capacidade de articulação com outras administrações municipais. O Executivo relaciona a proposta à Lei Federal nº 11.107/2005, que estabelece normas gerais para contratação de consórcios públicos.

Outro ponto previsto no projeto é que uma eventual saída de Monte Mor do consórcio também dependerá de autorização específica da Câmara. Ou seja, caso a adesão seja aprovada, o Executivo não poderá revogá-la sozinho.

Murilo afirmou que a entrada no Condesu pretende ampliar as possibilidades de atuação regional do município e fortalecer a cooperação entre as cidades.

 


 

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