Justiça Federal mantém prisão de ex-secretário de Sumaré da gestão Dalben
TRF-3 analisou pedido de habeas corpus da defesa e negou solicitação de soltura de José Aparecido Ribeiro Marin, ex-secretário de Educação do município, preso em março deste ano durante nova fase da Operação Coffee Break, da PF
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) negou
pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-secretário de Educação de
Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin, investigado na Operação Coffee Break, da
Polícia Federal, que apura suposto esquema de corrupção envolvendo contratos da
Secretaria de Educação durante o governo do ex-prefeito Luiz Dalben (PSD).
A informação foi confirmada pelos advogados responsáveis
pela defesa do ex-agente público da cidade. Segundo nota encaminhada pela
defesa do Tribuna Liberal, o habeas corpus foi julgado e negado. A
defesa afirma que ainda não teve acesso à íntegra da decisão.
De acordo com os defensores, somente após o acesso completo ao acórdão será possível realizar análise técnica dos fundamentos adotados pela Justiça Federal. “A Defesa apresentará manifestação oportuna sobre eventuais pontos suscitados no julgamento, tão logo tenha acesso à íntegra do acórdão”, informaram os advogados.
Com a decisão do TRF-3, Marin permanece preso preventivamente. Ele foi detido pela Polícia Federal em 12 de março deste ano durante a quarta fase da Operação Coffee Break. Na ocasião, agentes federais cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueio patrimonial e medidas cautelares em cidades como Sumaré, Campinas, Americana, Jundiaí e Itu.
Segundo a PF, o foco da investigação é apurar fraudes em contratos da Educação municipal, supostamente marcados por superfaturamento, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Marin já havia sido alvo de mandado de prisão em novembro de 2025, mas não havia sido localizado naquele momento.
Além dele, empresários e servidores públicos também passaram a ser investigados ao longo das diferentes etapas da operação federal. Durante a fase realizada em março, a PF também determinou o uso de tornozeleira eletrônica pela então secretária de Finanças de Itu, que anteriormente ocupou cargo de secretária de Finanças e Orçamento da Prefeitura de Sumaré durante a gestão de Luiz Dalben.
As investigações apontam suspeitas de direcionamento em licitações e contratação irregular de serviços ligados à área educacional do município. De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.
Em janeiro deste ano, a operação cumpriu mandados de busca
em imóvel ligado ao ex-secretário Marin. Em um endereço atribuído a ele, em
Sumaré, policiais apreenderam 11 armas de fogo e cerca de 400 munições. As
armas passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pela investigação
federal.
Desde que a operação veio a público, o ex-prefeito Luiz
Dalben afirmou que tomou conhecimento da investigação “pela imprensa” e
declarou que sua administração sempre atuou com base nos princípios da
legalidade e moralidade administrativa.

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