Hortolândia leva “Nota A” em ranking anual sobre qualidade da informação contábil e fiscal
Pelo segundo ano consecutivo, cidade conquistou o selo máximo do Tesouro Nacional depois de alcançar 97% de aproveitamento na avaliação a respeito de transparência, qualidade contábil e gestão das informações fiscais; índice é divulgado anualmente pela União e beneficia municípios
Hortolândia é “Nota A” novamente no ranking anual da
transparência, que mede a qualidade das informações contábeis e fiscais
prestadas ao Governo Federal Brasileiro. A prefeitura conquistou em 2026, pela
pela segunda vez, o selo “Nota A”. A informação foi divulgada pela STN
(Secretaria do Tesouro Nacional), vinculada ao Ministério da Fazenda.
Neste ano, o município alcançou 189.233 pontos nos quatro
parâmetros da avaliação, o equivalente a 97% do total, alcançando a posição de
número 371 no país e a 4ª na Região Metropolitana de Campinas. O ranking avalia
a capacidade de transparência e prestação de contas de todos os 5.570
municípios brasileiros.
O ICF (Indicador da Qualidade Contábil e Fiscal) do Siconfi
(Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro) leva
em conta a qualidade das informações fiscais, assim como a consistência dos
relatórios e demonstrativos contábeis, compartilhadas pelos municípios no
exercício 2025. Conforme explica o Tesouro Nacional, por meio deste índice “é
possível verificar o desempenho das cidades brasileiras na aplicação dos
conceitos contábeis e fiscais no envio de dados para o Tesouro Nacional, permitindo
maior transparência e confiabilidade em relação aos dados”.
Segundo o secretário-adjunto de Finanças, Eduardo Marques, o
reconhecimento trazido pelo Selo “Nota A” tem dupla importância: atestar a
transparência nas informações contábeis e fiscais, em âmbito nacional, e
associar-se ao ranking CAPAG (Capacidade de Pagamento), de “bom pagador”. Por
este motivo, neste ano, também foi possível aumentar a nota no CAPAG de B para
B+.
“Quando recebe nota A, o município fica autorizado a receber
financiamentos federais, estaduais e internacionais para poder investir na
cidade. Quando você tem esse selo A, de qualidade da informação, e tem também o
endividamento baixo, poupança corrente e liquidez, consegue se mostrar bom
pagador e buscar crédito. Isso é importantíssimo para o investimento. Nenhuma
cidade consegue investir forte na sua infraestrutura, nas suas políticas
sociais, se não tiver um bom ranking, se não tiver nota A”, explica Marques.
A metodologia adotada pela Secretaria do Tesouro Nacional
usada no ranking é dividida em quatro dimensões e considera a capacidade dos
entes federativos (municípios, estados e União) de apresentar relatórios
fiscais e demonstrativos contábeis no Sincofi. O indicador confronta as
informações fiscais e contábeis para avaliar a gestão das informações
prestadas, considerando dados como as declarações de contas anuais, a matriz de
saldos contábeis e os relatórios de execução orçamentária e gestão fiscal.
De posse destes dados, a Secretaria do Tesouro Nacional
realiza análises e verificações técnicas para avaliar o cumprimento da
legislação, das instruções legais e das guias de preenchimento no Sincofi.
SUMARÉ, PAULÍNIA, AMERICANA, MONTE MOR E NOVA ODESSA AVANÇAM
EM RANKING
Entre os municípios da região, Sumaré também recebeu o selo
“Nota A”, ao alcançar 188.900 pontos, equivalente a 96,9% da pontuação máxima,
ocupando a 406ª posição no ranking nacional. Paulínia aparece na sequência, com
186.018 pontos (95,4%) e a 805ª colocação. Americana registrou 183.600 pontos,
atingindo 94,2% de aproveitamento e ficando na 1.170ª posição. Monte Mor somou
183.267 pontos, alcançando 94% da nota máxima e a 1.225ª colocação nacional.
Nova Odessa obteve 181.697 pontos, correspondente a 93,2% da pontuação,
figurando na 1.456ª posição entre os 5.570 municípios avaliados.

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