Política
Com decisão do STJ, Cafu ficou liberado para retomar funções de vice-prefeito de Hortolândia

Após decisão do STJ, Cafu César volta à Prefeitura de Hortolândia nesta quinta

Depois de quatro meses, vice-prefeito da cidade retorna oficialmente ao Paço Municipal por conta de sentença do Superior Tribunal de Justiça, que reduziu medidas cautelares do mandatário; comunicado de retorno já está protocolado

O vice-prefeito de Hortolândia, Carlos Augusto César, o Cafu César (PSB), volta oficialmente à prefeitura nesta quinta-feira (19), após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reduziu o conjunto de medidas cautelares impostas a ele no âmbito da Operação Coffee Break. O próprio Cafu informou que já protocolou o comunicado de retorno.

Segundo o vice-prefeito, a retomada das funções está formalizada. “Já protocolei meu comunicado de retorno e entreguei o protocolo da Câmara na prefeitura. Oficialmente retornarei nesta quinta-feira, dia 19/03, para a Prefeitura de Hortolândia”, afirmou.

De acordo com a Lei Orgânica do Município, o retorno do vice-prefeito ao exercício do cargo não depende de aprovação da Câmara Municipal, apesar de o Legislativo tê-lo afastado das funções no ano passado após a prisão ocorrida durante a investigação, em novembro.

Na decisão do STJ, o ministro Carlos Pires Brandão entendeu que parte das restrições anteriormente impostas a Cafu perdeu fundamento com o avanço das investigações e com a mudança no quadro processual. Com isso, foram mantidas apenas três cautelares: comparecimento mensal em juízo, retenção do passaporte e proibição de contato com outros investigados.

Foram suspensas medidas que haviam sido determinadas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o município, afastamento de funções públicas com impedimento de assumir novos cargos e vedação de contato com agentes públicos.

Na avaliação do relator, a manutenção simultânea de sete medidas cautelares representava “onerosidade excessiva e injustificável”, especialmente porque não houve descumprimento das determinações judiciais por parte de Cafu. O ministro também considerou que a fase inicial de produção de provas já foi superada, com buscas, quebra de sigilos e coleta de elementos no inquérito.

A defesa destacou ainda que, após o aprofundamento das investigações, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia sem incluir Cafu entre os acusados. Para o ministro, foi cessado o risco à produção de provas e por isso devem deixar de existir os fundamentos que justificavam parte das cautelares.

CAFU SE DIZ CONFIANTE

Após a decisão, Cafu afirmou que retorna ao cargo confiante no esclarecimento dos fatos. “Continuo confiando na Justiça Divina e na justiça dos homens, tenho certeza que a verdade prevalecerá. Retorno à prefeitura com muita força, determinação e acima de tudo com minha fé inabalável e pronto para continuar trabalhando muito por Hortolândia, cidade que tanto amo, e quero vê-la se transformando e crescendo cada vez mais”, declarou.

Cafu havia sido preso em novembro de 2025 durante a deflagração da Operação Coffee Break, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). A apuração investiga suposto direcionamento de licitações e intermediação irregular de pagamentos em contratos da empresa Life Tecnologia Educacional com prefeituras da região, entre elas Hortolândia e Sumaré. 

Em dezembro do ano passado, o TRF-3 já havia revogado a prisão preventiva do vice-prefeito e substituído o encarceramento por medidas cautelares. Após a operação, a Prefeitura de Hortolândia exonerou integrantes do alto escalão, incluindo Cafu, que também ocupava a função de secretário de Governo. No mesmo período, a Câmara afastou o político do cargo de vice-prefeito e abriu uma Comissão Especial de Inquérito para apurar contratos da educação no município.

 

 


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