Quase um ano após a morte de garoto, família cobra investigação em Sumaré
Parentes de adolescente atropelado na região do Matão apelam por avanço em apurações de acidente; pais afirmam que testemunhas ainda não foram ouvidas e pedem respostas das autoridades; familiares serão intimados, diz SSP
A família do adolescente Rafael Finati Cordeiro, de 13 anos, voltou a cobrar respostas das autoridades dez meses após o atropelamento que causou a morte do jovem no bairro Matão, em Sumaré. Segundo os familiares, o inquérito policial ainda não avançou como esperado e testemunhas importantes do caso continuam sem serem ouvidas.
O acidente ocorreu no dia 27 de julho de 2025, quando Rafael foi atingido por um caminhão. Desde então, os pais afirmam viver um cenário de espera e incerteza diante da falta de esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do jovem.
De acordo com Fernando Cordeiro, pai do adolescente, a família entregou informações que poderiam auxiliar nas investigações, incluindo vídeos do trajeto percorrido pelo caminhão antes do atropelamento e a indicação de três testemunhas que presenciaram fatos relacionados ao caso.
“Temos três testemunhas e vídeos mostrando o percurso feito pelo caminhão até o local do acidente, mas até agora ninguém foi ouvido. Minha esposa chegou a ser chamada para prestar esclarecimentos depois da repercussão do caso, mas prometeram ouvir as testemunhas no mês seguinte e isso nunca aconteceu. Disseram que há poucos funcionários para muito trabalho”, afirmou.
Ainda segundo a família, o motorista envolvido no atropelamento segue trabalhando normalmente, enquanto os parentes aguardam um posicionamento mais efetivo das autoridades. “Só queremos justiça. Já se passaram dez meses e até agora seguimos sem respostas”, declarou o pai de Rafael.
Os familiares também afirmam que não foram oficialmente informados sobre detalhes da investigação e alegam que não tiveram espaço suficiente para apresentar informações que consideram importantes para o andamento do inquérito.
Procurada pelo Tribuna Liberal, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso continua sendo investigado pelo 4º Distrito Policial de Sumaré. Segundo a pasta, os familiares serão intimados para prestar depoimento e novas diligências seguem em andamento para esclarecer os fatos e concluir a investigação.
MÃE DE MENINO NÃO RECEBEU DETALHES DE DILIGÊNCIAS REALIZADAS
A mãe de Rafael, segundo a família, também tentou buscar informações atualizadas sobre o procedimento investigativo, mas afirma que não recebeu detalhes suficientes sobre as diligências já realizadas ou sobre os próximos passos da apuração. Os parentes sustentam que ainda existem pontos importantes que precisam ser esclarecidos pelas autoridades.
Além da cobrança por celeridade, a família pede maior transparência na condução da investigação. Os pais afirmam que desejam apenas compreender tudo o que ocorreu e garantir que o caso não fique sem uma conclusão.
A morte de Rafael causou forte comoção em Sumaré na época do acidente. Amigos, familiares e moradores da região acompanharam o caso e manifestaram solidariedade à família nas redes sociais e em homenagens realizadas após o sepultamento do adolescente.
Desde então, os pais afirmam enfrentar uma rotina marcada pela saudade e pela expectativa de que o inquérito avance. Segundo os familiares, além dos vídeos apresentados, existem relatos que poderiam auxiliar na reconstituição dos fatos e indicar detalhes sobre a movimentação do caminhão antes do atropelamento.

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