Polícia
Caso é tratado como o primeiro feminicídio registrado em Nova Odessa em 2026

Justiça mantém prisão de suspeitos de cometer feminicídio em Nova Odessa

Rapaz de 21 anos e mulher grávida, de 19, tiveram prisão confirmada após audiência de custódia pela morte de Selma Rosa de Oliveira, de 51 anos, que estava desaparecida e foi encontrada em área de mata com corpo parcialmente queimado

A Justiça decidiu manter presos um jovem de 21 anos e uma mulher de 19 anos, grávida de oito meses, investigados pelo envolvimento no feminicídio de Selma Rosa de Oliveira, de 51 anos, em Nova Odessa.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia, após a prisão do casal, localizado na terça-feira (31), mesmo dia em que o corpo da vítima foi encontrado em uma área de mata de difícil acesso, na região do Jardim Campos Verdes, após dias desaparecida.

De acordo com as investigações, o crime teria ocorrido dentro da casa onde os envolvidos residiam, após um desentendimento. O principal suspeito admitiu ter imobilizado a vítima, dando um “mata-leão” até provocar a morte dela e, posteriormente, tentou destruir o corpo com fogo antes de escondê-lo na vegetação.

Apesar de o homem assumir a autoria, a companheira dele também foi mantida presa, já que contradições nos depoimentos indicam possível participação na ocultação do cadáver. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer completamente a motivação do crime.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos são usuários de droga e havia desentendimentos entre o acusado e a vítima, entre eles o empréstimo de uma bicicleta que Selma não teria entregue de volta, e um suposto furto de celular relatado por Selma, acusando o suspeito do crime.

O corpo da mulher que estava desaparecida desde o dia 26 de março foi encontrado na tarde de terça-feira. O casal suspeito do crime foi preso. Esse foi o primeiro feminicídio do ano em Nova Odessa.

A localização do cadáver foi feita pela filha da vítima, com o auxílio do companheiro de Selma. O encontro ocorreu em um terreno próximo à residência onde ela morava.

O cadáver apresentava sinais de violência, estava parcialmente queimado e já em avançado estado de decomposição. Após encontrarem o corpo, a filha e o companheiro da vítima foram até a residência do casal apontado como suspeito de envolvimento no crime para confrontá-lo.

Durante a abordagem, houve uma confusão generalizada e os suspeitos acabaram sendo agredidos. A Polícia Militar foi acionada e precisou intervir para conter a situação.

No local, os policiais encontraram um jovem de 21 anos e uma mulher de 19 anos, que relataram terem sido atacados com o uso de um machado e uma faca. Posteriormente, o companheiro de Selma, de 42 anos, e a filha dela, de 25, compareceram espontaneamente à delegacia, onde informaram às autoridades sobre a localização do corpo.

Em depoimento, eles relataram que, após a descoberta, tentaram questionar o suspeito, que teria reagido de forma agressiva ao tentar fugir, o que deu início à briga.

Durante as diligências, a filha da vítima indicou aos policiais o ponto exato onde o corpo estava. A área foi isolada para o trabalho da perícia técnica. Segundo a Polícia Civil, o suspeito confessou o crime, afirmando que agrediu Selma durante uma discussão.

O homem foi preso em flagrante pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e lesão corporal. A companheira dele também foi indiciada por participação na ocultação do corpo, e a autoridade policial solicitou a conversão das prisões em preventivas.


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