Justiça absolve acusado de homicídio e ocultação de cadáver em Hortolândia
Após 12 anos, a Justiça de Hortolândia absolveu um homem, de 42 anos, acusado de matar Francisco Alencar da Silva, de 51, durante julgamento realizado nesta quinta-feira (26). A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri, que reconheceu a tese de legítima defesa apresentada pelo réu.
De acordo com o processo, o crime ocorreu em um bar
pertencente ao réu. A vítima foi morta a tiros. A denúncia inicial também
citava o uso de um machado. A vítima teve o corpo colocado no porta-malas de um
Volkswagen Quantum.
Ainda segundo os autos, o carro foi abandonado em uma área
de pasto no Nova Europa, e parcialmente incendiado. O fogo, no entanto, não
atingiu o corpo da vítima. Após o crime, em 12 de março de 2014, o acusado foi
preso preventivamente por posse ilegal de arma de fogo, após um revólver ser
localizado no interior do bar. Ele negou que a arma tivesse sido utilizada no
homicídio e alegou ter agido em legítima defesa.
Em depoimento, o acusado afirmou que a vítima, conhecida
como “Paraná” e cliente frequente do estabelecimento, teria chegado ao local
armado com uma faca. Diante da situação, ele declarou que recuou e efetuou três
disparos contra a vítima.
O acusado também admitiu ter transportado e abandonado o
corpo, mas negou ter provocado o incêndio no veículo, além de afirmar que
descartou a arma nas proximidades do local.
Inicialmente denunciado por homicídio qualificado por motivo
fútil e ocultação de cadáver, o réu teve o agravante retirado. Julgado por
homicídio simples e tentativa de ocultação de cadáver, ele foi absolvido pelos
jurados.

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