Gerente de posto pega 34 anos por feminicídio e ocultação de cadáver em Americana
O Tribunal do Júri de Americana condenou o gerente de posto Hélio Leonardo Neto a 34 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio e ocultação do corpo de Mônica Matias de Paula, de 33 anos. O crime ocorreu em março de 2024.
O corpo de Mônica foi localizado por um trabalhador rural, nas proximidades da Estrada Municipal Janete Fonseca dos Santos Candioto, em Limeira. Na sequência, Hélio foi preso em um posto da Avenida Abdo Najar, em Americana, onde trabalhava. Ele já estava sob investigação.
Em depoimento à polícia, o acusado admitiu que planejava
matar a vítima. Segundo o interrogatório, ele afirmou que a intenção era “dar
fim ao pesadelo que vivia”, em referência às supostas ameaças de que o
relacionamento extraconjugal seria exposto.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu nas
imediações de um motel em Limeira. Após o assassinato, o corpo foi abandonado
próximo à empresa Suzano, e o celular da vítima teria sido arremessado pela
janela do carro na Rodovia Anhanguera.
Durante o andamento do caso, a Justiça decretou a prisão
preventiva de Hélio por posse de um grande arsenal. Em um imóvel na região da
Praia dos Namorados, em Americana, policiais apreenderam cerca de 80 armas de
fogo e mais de 16 mil munições.
Parte do material estava registrada em nome do acusado,
enquanto outras armas, classificadas como de colecionador, não possuíam
documentação regular. O réu ainda terá de pagar multa superior a R$ 101 mil. A
defesa do réu não comenta o caso.
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