Esteticista é presa em operação da DIG por aplicação irregular de medicamentos em clínica de Americana
Uma esteticista foi presa em flagrante nesta terça-feira (2), durante uma operação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana que apura crimes contra a saúde pública relacionados à comercialização, armazenamento e aplicação irregular de produtos destinados a fins terapêuticos e medicinais.
A ação faz parte de mais uma fase da Operação Medida Certa e
foi realizada em um estabelecimento de estética localizado no Jardim Santana,
em Americana, com apoio da Vigilância Sanitária Municipal. A investigação é
conduzida pela Polícia Civil e contou com o cumprimento de mandado judicial
expedido pelo Juízo das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária (RAJ)
de Piracicaba.
Segundo a DIG, no momento da abordagem a responsável pelo
local estaria prestes a aplicar uma dose do medicamento Mounjaro em uma
cliente. A situação reforçou as suspeitas de que o estabelecimento realizava
procedimentos envolvendo medicamentos e substâncias de uso terapêutico sem a
devida autorização.
Durante as buscas, os policiais apreenderam seis canetas
aplicadoras de Mounjaro, 89 ampolas de diferentes substâncias, 16 frascos
diversos, uma bolsa de soro fisiológico, 38 agulhas hipodérmicas, nove
seringas, além de embalagens, anotações, documentos, um aparelho celular e um
notebook.
Os investigadores também localizaram fichas de atendimento,
registros de clientes e documentos que, segundo a Polícia Civil, podem indicar
a realização frequente de procedimentos com aplicação de medicamentos e
substâncias injetáveis.
A Vigilância Sanitária constatou irregularidades
administrativas no estabelecimento. Conforme apurado, a clínica estava
cadastrada para a realização de procedimentos estéticos não invasivos, mas
mantinha produtos injetáveis e materiais relacionados a aplicações de
medicamentos.
Diante das evidências encontradas, a responsável pelo local
recebeu voz de prisão e foi encaminhada à sede da DIG de Americana. Após a
análise da ocorrência, a autoridade policial determinou a lavratura do auto de
prisão em flagrante com base no artigo 273 do Código Penal, que trata da
falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins
terapêuticos ou medicinais.
A mulher permaneceu à disposição da Justiça e aguarda a
realização da audiência de custódia. Todo o material apreendido foi encaminhado
para perícia, e as investigações prosseguem para apurar a origem dos produtos,
a extensão das atividades realizadas no local e a possível existência de outras
pessoas envolvidas.
A Polícia Civil orienta que pacientes verifiquem a
qualificação dos profissionais responsáveis, a procedência dos medicamentos
utilizados e a regularidade dos estabelecimentos antes de se submeterem a
procedimentos estéticos ou terapêuticos.

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