Sumaré terá Corredor Verde com 100 caminhões a biometano e posto ativo
Transjordano inaugura nesta quarta-feira (7), Corredor Verde de aproximadamente 450 quilômetros com abastecimento a biometano, ligando Ribeirão Preto, passando por Sumaré e chegando a Cubatão, na região do Porto de Santos, no litoral
A TransJordano, realiza nesta quarta-feira (7), às 9h, a
inauguração oficial do Corredor Verde, iniciativa voltada à ampliação do uso do
biometano no transporte rodoviário de cargas. O evento acontecerá na unidade da
TransJordano, em Sumaré, e terá como marco o primeiro abastecimento oficial a
biometano do Corredor Verde.
O momento será considerado o Marco Zero do projeto. A partir
desta quinta-feira, os 10 primeiros caminhões Scania 6x4 movidos a biometano
entram em rota. Os demais veículos serão incorporados gradualmente ao longo dos
próximos meses, até completar a frota de 100 caminhões em dezembro de 2026.
O Corredor Verde terá um eixo de aproximadamente 450
quilômetros com abastecimento a biometano, ligando Ribeirão Preto, passando por
Sumaré e chegando a Cubatão, na região do Porto de Santos. Os três pontos de
abastecimento entrarão em operação de forma escalonada: Sumaré em outubro,
Ribeirão Preto em novembro e Cubatão em dezembro. Com autonomia de até 700
quilômetros, os caminhões poderão atender cidades em um raio de até 350
quilômetros a partir de cada ponto de abastecimento, levando o alcance operacional
do projeto a cerca de 1.150 quilômetros.
A inauguração integra o projeto anunciado pela TransJordano
após a aprovação de R$ 140 milhões em financiamento pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O planejamento contempla a
aquisição de 100 caminhões movidos a biometano, conjuntos de cilindros
adicionais para ampliar a autonomia dos veículos e a implantação da
infraestrutura de abastecimento nas regiões citadas. Do total aprovado, R$ 98
milhões são provenientes do Fundo Clima e R$ 42 milhões do programa BNDES
Máquinas e Serviços.
Os caminhões são fornecidos pela Scania e o biometano pela
Ultragaz. Com a frota completa, a estimativa é que os veículos percorram cerca
de 5,5 milhões de quilômetros por ano utilizando biometano em substituição ao
diesel, o equivalente a aproximadamente 17% de toda a quilometragem rodada pela
TransJordano.
Segundo verificação independente do Bureau Veritas, o
projeto deverá evitar 6.486,35 toneladas de CO2 equivalente por ano,
representando uma redução de 96% das emissões em comparação à mesma operação
realizada com caminhões a diesel.
A proposta também prevê que a infraestrutura desenvolvida
para o projeto possa atender outras transportadoras, ampliando o acesso ao
biometano e contribuindo para a criação de uma estrutura capaz de estimular a
adoção do combustível por outras operações do setor. Os pontos de abastecimento
não serão exclusivos da TransJordano e estarão abertos a outras
transportadoras. A falta de infraestrutura é hoje um dos principais obstáculos
para ampliar a utilização do biometano nas operações de transporte.
Os pontos serão operados pela GarageLog, empresa do Grupo
TransJordano que que já atua com pátio compartilhado e ponto de abastecimento
para transportadores. Somente na unidade de Cubatão, a GarageLog recebe mais de
300 veículos por dia.
Para João Bessa, presidente da TransJordano, a abertura da
infraestrutura para outras transportadoras é um dos pontos centrais do projeto.
“Nenhum embarcador consegue reduzir as emissões do seu transporte se não houver
onde abastecer. Por isso, o Corredor Verde nasce aberto: ele não é só da
TransJordano, é do setor”, afirma.
O biometano é um combustível renovável produzido a partir do
tratamento de resíduos orgânicos e desponta como uma das alternativas para a
redução das emissões de gases de efeito estufa no transporte. A implantação de
estruturas de abastecimento é considerada um dos pontos necessários para
ampliar sua utilização em escala e dar maior previsibilidade às operações que
optam pela tecnologia.
O lançamento em Sumaré marca justamente o início dessa
conexão entre veículo, combustível e infraestrutura. A participação conjunta de
TransJordano, Scania e Ultragaz busca demonstrar, na prática, como diferentes
agentes da cadeia podem atuar de maneira integrada para viabilizar novas
soluções energéticas no transporte.
Segundo João Bessa, o projeto também responde a uma demanda
direta dos clientes. “Cada frete feito a biometano reduz as emissões de Escopo
3 do embarcador, aquelas geradas no transporte dos seus produtos e que estão
entre as mais difíceis de diminuir. E, antes de chegar à estrada, submetemos
nossos números a uma verificação independente, porque o mercado precisa de
dado, não de promessa”, completa.

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