Moradora de Sumaré coloca residência à venda por barulho durante madrugada
Sumareense afirma que festas em adegas, carros com som e eventos em chácaras tiram o sono de famílias no Parque Pavan e bairros próximos; moradora destaca que já registrou protocolos e decidiu colocar imóvel à venda no município
Pancadões, festas, algazarras e carros com som alto durante
a madrugada têm prejudicado o descanso de moradores da região do Parque Pavan,
na região do Matão, em Sumaré. Uma das pessoas afetadas é uma moradora que se
identificou como T. S., que afirma ter chegado ao limite e colocado a própria
casa à venda por causa do barulho frequente.
Segundo a moradora, o problema começou no fim de 2025 e se
intensificou no início de 2026. Ela passou a registrar vídeos, ligações e
protocolos a partir de abril, quando procurou a prefeitura, a Polícia Militar e
a Guarda Municipal.
T. relata que o som não vem de apenas um endereço. De acordo
com ela, existem bares, adegas, chácaras alugadas para festas e veículos com
equipamentos de som espalhados pela região. A situação teria piorado após a
revitalização da Praça do Sol, localizada entre bairros como Parque Pavan e
Jardim Fantinatti.
“Uma praça que atendia dois bairros agora tem cerca de 15
adegas em volta. Tem os carros com som, as caixas das adegas e as chácaras
recebendo pessoas com caixas de som e instrumentos musicais. São várias coisas
acontecendo ao mesmo tempo”, afirmou.
A moradora diz que as festas costumam começar nas noites de sexta-feira e seguem durante o fim de semana, chegando, em algumas ocasiões, até a madrugada de segunda-feira. Em um dos episódios relatados, o som teria continuado até as 3h30. T. precisou acordar às 5h para trabalhar.
“Eu cheguei ao meu limite. Está insuportável morar aqui.
Coloquei minha casa à venda, mas até para vender está difícil. O som já foi até
3h30 e eu acordei às 5h para trabalhar”, disse.
Ela conta que o marido trabalha durante 12 horas por dia em
outra cidade e também enfrenta dificuldades para descansar. Para a moradora,
mesmo quem não trabalha aos finais de semana deveria ter o direito de
permanecer em casa sem ser incomodado pelo excesso de barulho.
A sumareense afirma que procura a Polícia Militar e a Guarda
Municipal durante as ocorrências, mas não consegue uma solução. Segundo ela, um
órgão pergunta se o outro já foi acionado e, em algumas situações, os agentes
solicitam o endereço exato de onde o som está vindo.
A moradora explica que nem sempre consegue identificar a
origem do barulho. Parte das festas aconteceria em chácaras localizadas em ruas
de terra, vias sem saída ou locais sem numeração.
“Não dá para eu sair durante a madrugada procurando
endereço. São lugares perigosos. Quando eu ligo, passo como referência o
endereço da minha casa, porque, se eles vierem até aqui, vão conseguir ouvir o
volume do som”, relatou.
Ela também afirma que já saiu sozinha durante a madrugada
para tentar descobrir de onde vinha o barulho, mas não conseguiu localizar o
ponto exato.
“Eu escuto da minha casa e parece que vem do Fantinatti. Estou a quatro ou cinco quadras do início do bairro. Já fui até as primeiras ruas para tentar identificar, mas não consegui”, afirmou.
LIGAÇÕES E PROTOCOLOS
A sumareense diz ter guardado protocolos feitos na prefeitura e gravações das ligações realizadas para a Polícia Militar e para a Guarda Municipal. Segundo ela, a Guarda compareceu uma vez, durante uma ocorrência registrada à tarde na rua onde mora. Nas situações noturnas relatadas pela moradora, nenhuma equipe teria ido ao local. “Parece que nós, que acionamos, somos os errados”, disse. O Estado não respondeu.
PREFEITURA DE SUMARÉ INTENSIFICA COMBATE À PERTURBAÇÃO DE
SOSSEGO
A Prefeitura de Sumaré informou que tem intensificado as
ações de fiscalização e combate à perturbação do sossego público em diversas
regiões do município, incluindo a região do Matão.
“Nesta gestão, as operações foram ampliadas e, como
resultado das fiscalizações, bares e adegas que promoviam ou permitiam a
realização de pancadões e outras irregularidades já foram interditados e
lacrados pela prefeitura, em conformidade com a legislação vigente. As ações
são realizadas de forma integrada, por meio de uma força-tarefa que reúne
diversas secretarias envolvidas, dentro do projeto Cidade Limpa. O objetivo é
coibir eventos irregulares, a poluição sonora, o uso inadequado de espaços
públicos e outras situações que comprometam a ordem pública e a qualidade de
vida da população”, disse.
“A prefeitura reforça que a participação da comunidade é
fundamental para a efetividade das ações. Sempre que houver ocorrências de
perturbação do sossego, som alto, pancadões ou outras irregularidades, os
moradores devem acionar imediatamente a Guarda Civil Municipal para que as
equipes possam realizar o atendimento e adotar as medidas cabíveis”,
informou.
.png)
Deixe um comentário